Whiteman mantém missões de longo alcance enquanto recebe o B-21
A Base Aérea de Whiteman, no Missouri, combinou operações de combate de longa duração com o início da preparação para receber o bombardeiro furtivo B-21 Raider. Quatro B-2 Spirit retornaram à instalação em 1º de março após uma missão superior a 36 horas, na qual cada aeronave empregou cerca de 60 mil libras, ou 27.215 quilos, de bombas guiadas contra instalações militares iranianas protegidas. A ação, integrada à Operação Epic Fury, teria atingido uma rede de baterias de mísseis balísticos. Foi a segunda missão desse tipo conduzida pela unidade em menos de um ano, depois do ataque realizado em junho de 2025 durante a Operação Midnight Hammer.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 15 de setembro de 2026 às 18:19 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Whiteman Air Force Base · 38.7303, -93.5479

A Base Aérea de Whiteman, no Missouri, combinou operações de combate de longa duração com o início da preparação para receber o bombardeiro furtivo B-21 Raider. Quatro B-2 Spirit retornaram à instalação em 1º de março após uma missão superior a 36 horas, na qual cada aeronave empregou cerca de 60 mil libras, ou 27.215 quilos, de bombas guiadas contra instalações militares iranianas protegidas. A ação, integrada à Operação Epic Fury, teria atingido uma rede de baterias de mísseis balísticos. Foi a segunda missão desse tipo conduzida pela unidade em menos de um ano, depois do ataque realizado em junho de 2025 durante a Operação Midnight Hammer.
A missão expôs a exigência logística associada ao emprego dos B-2 a partir de Whiteman. A base abriga a 509ª Ala de Bombardeio, descrita como a única ala operacional de B-2 da Força Aérea dos Estados Unidos. Por isso, as missões dos bombardeiros furtivos partem e terminam na mesma pista do Missouri, sem uma unidade irmã que possa dividir de forma permanente a carga operacional. O trajeto de ida e volta até o Irã é estimado em aproximadamente 14 mil milhas, ou 22 mil quilômetros, e depende de apoio contínuo de aviões-tanque para ser realizado sem escalas.
Cada B-2 pode precisar de seis a oito reabastecimentos durante uma missão desse alcance. Em cada contato, a aeronave pode receber até 100 mil libras de combustível, cerca de 45.359 quilos, por meio de uma lança de reabastecimento conectada à parte superior da fuselagem. A transferência leva aproximadamente 20 minutos por avião, e o volume total recebido ao longo de uma missão entre Whiteman e o Irã pode ficar entre 400 mil e 500 mil libras. Para sustentar a operação de março, foram necessários pelo menos 12 a 16 aviões-tanque. Estimativas citadas no material apontam que uma parcela significativa da frota operacional de KC-135 Stratotanker e KC-46 Pegasus foi empregada nas rotas de reabastecimento da campanha.
Enquanto o ritmo de combate continua, a instalação também amplia sua infraestrutura para o futuro. O Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos conduz obras para as primeiras instalações dedicadas ao B-21 Raider. A Força Aérea estima que o conjunto de projetos em Whiteman custará centenas de milhões de dólares, mas que a adaptação da base será aproximadamente 1 bilhão de dólares mais barata do que a construção em outros locais. A economia decorre da existência de estruturas e experiência prévias com aeronaves furtivas. O plano inclui um hangar específico para testes de assinatura do B-21, destinado a apoiar a disponibilidade da aeronave e reduzir custos operacionais.
A preparação foi impulsionada pela decisão de designar Whiteman, em setembro de 2024, como a segunda Base Principal de Operações do B-21. Ellsworth, na Dakota do Sul, foi escolhida como a primeira e também receberá a unidade de treinamento formal; Dyess, no Texas, foi designada como a terceira. A análise da Força Aérea concluiu que Whiteman precisaria construir ou reformar cerca de 30% menos instalações do que Dyess, por já operar bombardeiros furtivos. Ainda assim, a base enfrenta uma condição distinta: precisa executar obras de grande porte enquanto mantém missões de combate com uma frota de apenas 19 B-2.
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