Saab propõe linha canadense do Gripen E para disputar contrato de caças
A Saab apresentou ao Canadá uma proposta para produzir e apoiar localmente o caça Gripen E, em uma tentativa de desafiar a escolha em curso pelo F-35. A fabricante sueca anunciou acordos com as empresas canadenses CAE, IMP Aerospace & Defence e Magellan Aerospace, condicionados à decisão de Ottawa de adquirir o avião. O plano prevê uma linha de montagem final em Halifax, além de atividades de fabricação, treinamento, suporte em serviço e desenvolvimento de capacidades relacionadas ao poder aéreo. A iniciativa está ligada ao programa canadense de 88 caças, para o qual o governo avalia alternativas em parte do processo de aquisição.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 28 de outubro de 2026 às 20:23 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Ottawa, Canada · 45.4215, -75.6972

A Saab apresentou ao Canadá uma proposta para produzir e apoiar localmente o caça Gripen E, em uma tentativa de desafiar a escolha em curso pelo F-35. A fabricante sueca anunciou acordos com as empresas canadenses CAE, IMP Aerospace & Defence e Magellan Aerospace, condicionados à decisão de Ottawa de adquirir o avião. O plano prevê uma linha de montagem final em Halifax, além de atividades de fabricação, treinamento, suporte em serviço e desenvolvimento de capacidades relacionadas ao poder aéreo. A iniciativa está ligada ao programa canadense de 88 caças, para o qual o governo avalia alternativas em parte do processo de aquisição.
O principal acordo foi firmado entre a Saab e a IMP Aerospace & Defence para estabelecer uma nova linha de montagem final do Gripen E no Canadá. Caso o modelo seja escolhido, a IMP também ficaria responsável pela produção de conjuntos elétricos, pelo suporte durante a operação dos aviões e pelo treinamento associado à frota canadense. A localização em Halifax daria ao programa uma estrutura de montagem dentro do país, em vez de limitar a participação canadense a serviços posteriores ou ao fornecimento de componentes. A Saab descreve a proposta como uma capacidade industrial abrangente, mas sua implementação dependeria integralmente de uma decisão favorável de Ottawa.
A participação da Magellan Aerospace está prevista em um memorando de entendimento para a fabricação local de estruturas aeronáuticas avançadas, estruturas compostas e conjuntos estruturais. Já a CAE foi incluída em um acordo relacionado ao treinamento. Com isso, a Saab busca distribuir o programa por diferentes áreas da cadeia industrial canadense, abrangendo montagem, componentes, capacitação e apoio logístico. O material complementar informa que a fabricante trabalha com um plano mais amplo, que poderia envolver aproximadamente dez parceiros principais e 250 fornecedores. Esses números representam a dimensão apresentada para a proposta industrial, não uma garantia de contratos que já tenham sido confirmados.
A oferta faz parte de uma campanha mais ampla da Saab para posicionar o Gripen como um programa baseado no Canadá, e não apenas como uma alternativa de compra de aeronaves. Segundo o material fornecido, a empresa já havia apresentado a possibilidade de uma produção canadense de ponta a ponta e agora formalizou parcerias específicas para sustentar essa abordagem. Se o pedido fosse suficientemente grande, o Canadá poderia se tornar a primeira linha de produção do Gripen fora da Suécia, de acordo com a proposta divulgada. Essa possibilidade permanece condicional e não significa que a linha tenha sido autorizada, financiada ou iniciada.
A movimentação ocorre enquanto o Canadá considera alternativas para parte de seu programa de 88 caças e em meio à disputa da Saab com o F-35, fabricado nos Estados Unidos. Os acordos anunciados não alteram, por si só, a decisão de aquisição nem confirmam uma mudança na frota planejada. Eles funcionam como compromissos industriais apresentados para reforçar a candidatura do Gripen E diante do governo canadense. A proposta combina produção final no país, fabricação de estruturas e componentes, treinamento e suporte ao longo do ciclo de vida. Até que Ottawa escolha o modelo, entretanto, não há confirmação de que essas atividades serão efetivamente realizadas.
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