Boeing reformula contratos de caças para reduzir riscos financeiros
A Boeing afirma que os novos contratos para os caças F-47 e F/A-XX foram estruturados para evitar perdas financeiras semelhantes às registradas em programas de defesa anteriores. A estratégia marca uma mudança na forma como a empresa pretende conduzir projetos de desenvolvimento militar, após anos de estouros de custos associados a contratos de preço fixo. Segundo as informações disponíveis, a companhia considera as recentes conquistas junto à Força Aérea e à Marinha dos Estados Unidos parte de uma recuperação de sua área de defesa e de uma nova posição no segmento de aeronaves de combate de sexta geração.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 02:50 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia

A Boeing afirma que os novos contratos para os caças F-47 e F/A-XX foram estruturados para evitar perdas financeiras semelhantes às registradas em programas de defesa anteriores. A estratégia marca uma mudança na forma como a empresa pretende conduzir projetos de desenvolvimento militar, após anos de estouros de custos associados a contratos de preço fixo. Segundo as informações disponíveis, a companhia considera as recentes conquistas junto à Força Aérea e à Marinha dos Estados Unidos parte de uma recuperação de sua área de defesa e de uma nova posição no segmento de aeronaves de combate de sexta geração.
O presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou que a empresa não pretende assumir novamente contratos de desenvolvimento com preço fixo em moldes considerados inadequados para projetos complexos. No caso do F-47, o programa foi descrito como um contrato de desenvolvimento com custos reembolsáveis, conhecido como cost-plus. Esse modelo permite que determinados custos sejam cobertos pelo governo, dentro das condições contratuais, em vez de transferir integralmente para a fabricante o risco de variações durante a fase de desenvolvimento.
A Boeing relacionou problemas de programas anteriores a estruturas contratuais que ampliaram sua exposição a custos inesperados. Entre os exemplos citados estão o avião-tanque KC-46, o treinador T-7A, a substituição do Air Force One, identificada como VC-25B, e a espaçonave Starliner. Esses projetos registraram sobrecustos que afetaram os resultados da companhia, e a empresa associou parte dessas dificuldades ao uso de contratos de preço fixo em empreendimentos com elevado grau de complexidade técnica. O material fornecido não atribui todos os problemas exclusivamente a esse fator, mas destaca o modelo contratual como elemento central da revisão estratégica.
As novas encomendas ampliaram o peso dos caças na carteira de defesa da Boeing. A Marinha dos Estados Unidos selecionou a empresa para o programa F/A-XX em um contrato informado como avaliado em US$ 20 bilhões. A companhia também venceu a iniciativa F-47 da Força Aérea, apresentada como um programa de aeronave de combate de sexta geração, e obteve um contrato de US$ 2,38 bilhões para 22 caças F-15EX Eagle II adicionais. De acordo com o material complementar, a Boeing tornou-se a única fornecedora dos caças de sexta geração destinados às duas forças americanas, embora os detalhes completos dos acordos não tenham sido divulgados.
A mudança contratual faz parte de uma reorganização mais ampla da divisão de defesa. Em 2022, a Boeing reorganizou o setor com o objetivo de interromper perdas de receita e enfrentar problemas persistentes de qualidade. A liderança da área também havia declarado que a empresa evitaria novos contratos de preço fixo com o Pentágono e, segundo as informações fornecidas, a Boeing deixou de participar da concorrência para o centro aéreo de operações sobrevivente da Força Aérea porque o projeto exigiria componentes desse tipo de contrato.
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