Saab e General Atomics testam alerta aéreo no MQ-9B
A Saab e a General Atomics Aeronautical Systems (GA-ASI) realizaram testes de voo de uma capacidade não tripulada de alerta aéreo antecipado e controle, conhecida pela sigla AEW&C, integrada ao sistema de aeronave remotamente pilotada MQ-9B. A demonstração combinou o radar aerotransportado LoyalEye, da Saab, com uma aeronave produzida pela GA-ASI. Segundo as empresas, o ensaio validou o desempenho do conjunto e mostrou que a plataforma pode detectar, acompanhar e classificar alvos aéreos. A atividade foi conduzida ao longo de vários meses, na instalação Desert Horizon Flight Operations Facility, no sul da Califórnia, e representou uma etapa de testes, não uma decisão de entrada em operação.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 02:46 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Desert Horizon Flight Operations Facility, Southern California · 33.0506, -116.9803

A Saab e a General Atomics Aeronautical Systems (GA-ASI) realizaram testes de voo de uma capacidade não tripulada de alerta aéreo antecipado e controle, conhecida pela sigla AEW&C, integrada ao sistema de aeronave remotamente pilotada MQ-9B. A demonstração combinou o radar aerotransportado LoyalEye, da Saab, com uma aeronave produzida pela GA-ASI. Segundo as empresas, o ensaio validou o desempenho do conjunto e mostrou que a plataforma pode detectar, acompanhar e classificar alvos aéreos. A atividade foi conduzida ao longo de vários meses, na instalação Desert Horizon Flight Operations Facility, no sul da Califórnia, e representou uma etapa de testes, não uma decisão de entrada em operação.
O MQ-9B utilizado na avaliação recebeu o radar LoyalEye instalado em casulos de carga externos. A configuração foi empregada para verificar como um sistema de vigilância aérea poderia ser integrado a uma aeronave não tripulada de longa permanência. A Saab informou que o primeiro voo do MQ-9B equipado com o LoyalEye ocorreu em 19 de maio de 2026. Esse voo deu início a uma fase de avaliação com duração de vários meses, posteriormente ampliada pelos ensaios anunciados em 28 de outubro de 2026. O material divulgado não informa uma decisão sobre produção em série, aquisição ou emprego operacional da capacidade demonstrada.
Durante os testes, a aeronave acompanhou simultaneamente diversos alvos aéreos e marítimos a longa distância. A GA-ASI afirmou que os alvos no ar incluíram vários caças instrumentados identificados como “red” e algumas aeronaves comerciais. A presença de alvos marítimos também permitiu avaliar a capacidade do sistema em mais de um domínio de vigilância durante a mesma atividade. As empresas apresentaram esses resultados como uma demonstração avançada de AEW, ressaltando o acompanhamento simultâneo de múltiplos contatos. As informações disponíveis, contudo, não detalham os alcances obtidos, as condições meteorológicas, os parâmetros de detecção ou o desempenho comparativo do radar.
O LoyalEye é descrito no material como um radar aerotransportado de alerta antecipado desenvolvido pela Saab. Integrado ao MQ-9B, o sistema foi avaliado em uma plataforma não tripulada, em vez de uma aeronave convencional de alerta e controle com tripulação a bordo. Essa arquitetura pode ser examinada para missões de vigilância que exijam a identificação e o acompanhamento de contatos aéreos e marítimos, mas os testes divulgados não constituem confirmação de uma capacidade operacional plena. Também não foram apresentados detalhes sobre a autonomia da configuração, os meios de comunicação empregados, a integração com centros de comando ou os requisitos para eventual adoção por um operador.
A iniciativa reúne dois produtos já associados a funções distintas: o MQ-9B, sistema remotamente pilotado da General Atomics, e o radar LoyalEye, da Saab. O objetivo da campanha foi verificar o comportamento do sistema integrado em voo e ampliar a demonstração iniciada em maio. A GA-ASI informou que as atividades ocorreram a partir de sua unidade no sul da Califórnia, utilizando uma aeronave produzida pela própria companhia. A descrição das empresas enfatiza a realização dos testes e os resultados de rastreamento observados, sem indicar contrato, cliente, cronograma de implantação ou seleção oficial do conjunto para uma força armada específica.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Boeing reformula contratos de caças para reduzir riscos financeiros
A Boeing afirma que os novos contratos para os caças F-47 e F/A-XX foram estruturados para evitar perdas financeiras semelhantes às registradas em programas de defesa anteriores. A estratégia marca uma mudança na forma como a empresa pretende conduzir projetos de desenvolvimento militar, após anos de estouros de custos associados a contratos de preço fixo. Segundo as informações disponíveis, a companhia considera as recentes conquistas junto à Força Aérea e à Marinha dos Estados Unidos parte de uma recuperação de sua área de defesa e de uma nova posição no segmento de aeronaves de combate de sexta geração.
DEF · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Bombardier e BAE Systems avaliam cooperação em combate aéreo
A Bombardier e a BAE Systems assinaram um memorando de entendimento para avaliar oportunidades de cooperação em tecnologias e capacidades industriais destinadas a futuros programas de combate aéreo. O acordo estabelece uma estrutura inicial para que as empresas identifiquem projetos de interesse comum e examinem possibilidades de trabalho conjunto. A análise deverá considerar requisitos futuros de capacidade, prioridades governamentais e objetivos industriais. O documento não representa, por si só, a contratação de uma aeronave de combate ou a escolha das empresas para um programa específico.