Primeiro Gripen E montado no Brasil realiza voo inaugural
O primeiro caça Gripen E com montagem final realizada no Brasil pela Embraer completou seu voo inaugural a partir da unidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A aeronave foi submetida a uma missão de testes voltada à verificação dos principais sistemas e à validação de suas características de voo. A atividade abriu a campanha de ensaios de produção e aceitação que antecede a certificação de aeronavegabilidade e a entrega à Força Aérea Brasileira (FAB). O voo foi conduzido por um piloto de testes da Saab, com participação da Embraer na preparação e na execução da operação. Os dados coletados serão analisados nas próximas fases do processo de aceitação.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 17 de outubro de 2026 às 14:12 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota

O primeiro caça Gripen E com montagem final realizada no Brasil pela Embraer completou seu voo inaugural a partir da unidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A aeronave foi submetida a uma missão de testes voltada à verificação dos principais sistemas e à validação de suas características de voo. A atividade abriu a campanha de ensaios de produção e aceitação que antecede a certificação de aeronavegabilidade e a entrega à Força Aérea Brasileira (FAB). O voo foi conduzido por um piloto de testes da Saab, com participação da Embraer na preparação e na execução da operação. Os dados coletados serão analisados nas próximas fases do processo de aceitação.
A aeronave é a primeira das 15 unidades do Gripen E previstas para fabricação no Brasil no âmbito do contrato atualmente em vigor. A montagem final foi concluída pela Embraer em Gavião Peixoto, instalação que também abriga a única linha de produção do caça localizada fora da Suécia. O complexo paulista integra a estrutura internacional de fabricação e fornecimento da Saab para o programa Gripen e concentra atividades de montagem, integração e testes associadas à participação brasileira. A conclusão do primeiro voo representa uma nova etapa na nacionalização da produção do modelo, embora o processo ainda dependa das avaliações técnicas previstas antes da liberação para entrega.
O programa brasileiro foi estruturado com uma ampla frente de cooperação industrial e transferência de tecnologia entre a FAB, a Saab e empresas nacionais. Desde o início da iniciativa, engenheiros, técnicos e especialistas brasileiros passaram a trabalhar com equipes suecas em áreas como desenvolvimento, engenharia, fabricação, integração e ensaios em voo. Segundo a Embraer, essa cooperação converteu a transferência de conhecimento em competências industriais instaladas no país, abrangendo diferentes fases do ciclo de produção de uma aeronave de combate. A experiência acumulada na unidade de Gavião Peixoto inclui não apenas a montagem final, mas também atividades relacionadas à integração e à preparação dos aviões para os testes de aceitação.
Após a conclusão da campanha de voos de aceitação de produção, o Gripen E deverá passar pelas etapas necessárias para ser certificado como aeronavegável e liberado para entrega à FAB. Na sequência, a previsão apresentada no material é que o avião seja transferido para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás. O caça deverá integrar o 1º Grupo de Defesa Aérea, unidade responsável pela operação dos Gripen E já incorporados à Força Aérea Brasileira. O contrato assinado pelo governo brasileiro em 2014 prevê 36 aeronaves: 28 Gripen E monopostos e oito Gripen F bipostos. As primeiras entregas ocorreram em 2020, e dez aeronaves haviam sido entregues até o momento descrito pela reportagem.
A capacidade criada em Gavião Peixoto também poderá ser utilizada em uma eventual expansão da cooperação industrial. Em julho, Embraer e Saab anunciaram um memorando de entendimentos para estabelecer as bases de possíveis novos contratos, incluindo negociações para a produção de até 20 caças Gripen adicionais no Brasil, com possibilidade de ampliação posterior. Conforme o material fornecido, essas aeronaves poderiam atender tanto ao mercado brasileiro quanto a oportunidades internacionais, caso os planos avancem. A produção nacional complementaria a linha de montagem mantida pela Saab em Linköping, na Suécia, ampliando a capacidade disponível para futuras encomendas. O memorando, contudo, não equivale à confirmação de um novo contrato de compra ou fabricação.
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