Airbus eleva lucro e entrega 547 aeronaves até setembro
A Airbus registrou lucro líquido de 1,34 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, avanço de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita consolidada entre julho e setembro foi de 17,5 bilhões de euros, uma redução de 2% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, a receita chegou a 50,6 bilhões de euros, crescimento de 7%. Entre janeiro e setembro, a fabricante entregou 547 aeronaves comerciais, contra 507 no mesmo intervalo de 2025, e manteve a previsão de concluir o ano com aproximadamente 870 aviões entregues, desde que não ocorram novas interrupções relevantes nas condições consideradas pela empresa.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 02:48 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Airbus FAL Toulouse - Jean-Luc Lagardere (A320/A350) · 43.6294, 1.3638

A Airbus registrou lucro líquido de 1,34 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, avanço de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita consolidada entre julho e setembro foi de 17,5 bilhões de euros, uma redução de 2% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, a receita chegou a 50,6 bilhões de euros, crescimento de 7%. Entre janeiro e setembro, a fabricante entregou 547 aeronaves comerciais, contra 507 no mesmo intervalo de 2025, e manteve a previsão de concluir o ano com aproximadamente 870 aviões entregues, desde que não ocorram novas interrupções relevantes nas condições consideradas pela empresa.
O desempenho operacional foi acompanhado por uma expansão significativa dos pedidos de aeronaves comerciais. A Airbus recebeu 1.174 encomendas brutas entre janeiro e setembro, ante 610 no mesmo período de 2025. Depois da contabilização dos cancelamentos, os pedidos líquidos somaram 1.105 aviões, mais que o dobro dos 514 registrados um ano antes. Com isso, a carteira de pedidos da aviação comercial alcançou 9.310 aeronaves ao fim de setembro, indicador que representa a demanda contratada a ser atendida pela fabricante nos próximos períodos.
As entregas foram distribuídas entre diferentes famílias de aeronaves. Do total registrado nos nove primeiros meses, 68 unidades eram do A220, 428 pertenciam à família A320, 13 eram A330 e 38 correspondiam ao A350. O volume geral cresceu aproximadamente 8% em relação às 507 aeronaves entregues no mesmo intervalo do ano anterior. A divisão de aeronaves comerciais também ampliou sua receita em 8%, para 36,7 bilhões de euros. Segundo o material, o resultado refletiu principalmente o maior número de entregas e o avanço das atividades de serviços, embora tenha sido parcialmente compensado pelo enfraquecimento do dólar americano.
Além da aviação comercial, outras áreas contribuíram para o desempenho do grupo. A divisão de helicópteros registrou 311 pedidos líquidos nos nove primeiros meses, ligeiramente acima das 306 unidades contabilizadas um ano antes, e encerrou setembro com uma carteira de 1.122 helicópteros. Na divisão de defesa e segurança, o valor dos pedidos comerciais chegou a 11,5 bilhões de euros, ante 6,8 bilhões de euros no mesmo intervalo de 2025. O período também foi descrito pela empresa como marcado pelo crescimento das encomendas comerciais, pelo avanço das atividades de defesa e pelo aumento dos volumes de produção em diferentes programas.
A Airbus manteve seus planos de ampliar o ritmo de fabricação dos principais modelos. No programa A220, a meta continua sendo alcançar uma cadência mensal de 13 aeronaves em 2028. Para a família A320, a previsão permanece entre 70 e 75 aviões por mês até o fim de 2027, com posterior estabilização em 75 unidades mensais. No A330, o objetivo é chegar a cinco aeronaves por mês em 2029, enquanto o A350 deverá atingir 12 unidades mensais em 2028. Para o fechamento de 2026, a projeção de aproximadamente 870 entregas depende da ausência de impactos relevantes no comércio global, na economia mundial, no tráfego aéreo, na cadeia de suprimentos e nas operações internas da companhia.
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