Portugal recoloca F-35 entre as opções para substituir os F-16
Portugal voltou a considerar seriamente o F-35A Lightning II no processo de substituição de sua frota de caças F-16AM/BM. A retomada ocorre depois de dúvidas manifestadas em 2025 sobre a possibilidade de adquirir o modelo norte-americano. A avaliação portuguesa havia apontado o caça produzido pela Lockheed Martin como preferencial diante de concorrentes europeus, mas a decisão política permaneceu aberta. O governo agora mantém o F-35 no conjunto de alternativas em análise, sem confirmação de contrato assinado ou de uma escolha definitiva para a futura aviação de combate do país.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- Air Data News
- Data
- 27 de outubro de 2026 às 16:29 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
Tema sensível publicado para acompanhamento editorial. O administrador pode revisar e ajustar depois da publicação.

Portugal voltou a considerar seriamente o F-35A Lightning II no processo de substituição de sua frota de caças F-16AM/BM. A retomada ocorre depois de dúvidas manifestadas em 2025 sobre a possibilidade de adquirir o modelo norte-americano. A avaliação portuguesa havia apontado o caça produzido pela Lockheed Martin como preferencial diante de concorrentes europeus, mas a decisão política permaneceu aberta. O governo agora mantém o F-35 no conjunto de alternativas em análise, sem confirmação de contrato assinado ou de uma escolha definitiva para a futura aviação de combate do país.
O programa pretende substituir os F-16 atualmente operados pela Força Aérea Portuguesa, que formam a base da capacidade de caça de Portugal. O planejamento de modernização divulgado em novembro de 2023 já indicava o F-35A como substituto preferencial, segundo o material complementar. Também foram mencionados preparativos para uma eventual introdução do modelo na estrutura portuguesa. Essas referências ajudam a explicar por que o F-35 voltou ao centro da discussão, embora a preferência registrada em documentos de planejamento não equivalha a uma decisão final de compra.
A posição política portuguesa passou por uma mudança ao longo de 2025. Em março daquele ano, o ministro da Defesa, Nuno Melo, havia reaberto a análise de alternativas europeias e manifestado reservas relacionadas à dependência operacional dos Estados Unidos. Posteriormente, a posição foi esclarecida no sentido de que o F-35 não estava descartado. Assim, o processo deixou de ser apresentado como uma escolha já encaminhada e passou a reunir novamente opções norte-americanas e europeias, em uma revisão da estratégia de defesa portuguesa.
Entre os concorrentes citados estão o Eurofighter Typhoon, o Dassault Rafale e o Saab Gripen E. A inclusão desses modelos amplia a comparação para além do desempenho do F-35 e envolve diferentes fornecedores, estruturas de apoio e relações estratégicas. O material também registra conversas iniciais com a fabricante sueca Saab, especialmente no contexto da análise do Gripen. Não há, contudo, informação fornecida sobre uma classificação final entre os concorrentes, nem sobre a abertura de negociações conclusivas com qualquer fabricante.
O custo estimado para o programa aparece nas fontes complementares em torno de 5 bilhões de euros, com uma referência alternativa de aproximadamente 5,5 bilhões de euros ao longo de 20 anos. As variações indicam que os valores dependem do escopo considerado, do período de aquisição e dos elementos incluídos no programa. O montante representa uma decisão de longo prazo para a defesa portuguesa, mas não permite concluir qual aeronave será escolhida. Até o momento, o caso permanece em avaliação e não há contrato assinado.
A reintrodução do F-35 na análise demonstra que as dúvidas políticas de 2025 não eliminaram o modelo do processo de substituição dos F-16. O caça norte-americano continua sendo comparado com alternativas europeias, enquanto Lisboa avalia a solução futura para sua frota de combate. A confirmação de que a opção permanece aberta não significa aprovação da compra, definição de quantidade, cronograma de entrega ou compromisso financeiro definitivo. Esses pontos não são informados no material disponível, que se limita a registrar a continuidade da avaliação e a permanência do F-35 entre os candidatos.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Boeing reformula contratos de caças para reduzir riscos financeiros
A Boeing afirma que os novos contratos para os caças F-47 e F/A-XX foram estruturados para evitar perdas financeiras semelhantes às registradas em programas de defesa anteriores. A estratégia marca uma mudança na forma como a empresa pretende conduzir projetos de desenvolvimento militar, após anos de estouros de custos associados a contratos de preço fixo. Segundo as informações disponíveis, a companhia considera as recentes conquistas junto à Força Aérea e à Marinha dos Estados Unidos parte de uma recuperação de sua área de defesa e de uma nova posição no segmento de aeronaves de combate de sexta geração.
DEF · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Bombardier e BAE Systems avaliam cooperação em combate aéreo
A Bombardier e a BAE Systems assinaram um memorando de entendimento para avaliar oportunidades de cooperação em tecnologias e capacidades industriais destinadas a futuros programas de combate aéreo. O acordo estabelece uma estrutura inicial para que as empresas identifiquem projetos de interesse comum e examinem possibilidades de trabalho conjunto. A análise deverá considerar requisitos futuros de capacidade, prioridades governamentais e objetivos industriais. O documento não representa, por si só, a contratação de uma aeronave de combate ou a escolha das empresas para um programa específico.