Nova Zelândia não prevê retomar frota de caças no curto prazo
A Nova Zelândia poderia, em princípio, reconstruir uma frota de caças, mas não há planos oficiais nem debate político relevante para restaurar essa capacidade. O país encerrou sua força de combate aéreo em 2001, quando retirou de serviço os A-4K Skyhawk e os treinadores Aermacchi MB-339 sem substituí-los. Desde então, a defesa neozelandesa passou a priorizar patrulha marítima, transporte, operações no entorno da Antártida, vigilância de sua extensa zona econômica exclusiva e contribuições militares com aliados, especialmente Austrália e Estados Unidos. O aumento previsto dos gastos de defesa para cerca de 2% do Produto Interno Bruto pode ampliar capacidades existentes, mas, segundo o material, a prioridade atual está na recapitalização da força e em sistemas autônomos, não na aquisição de aviões de combate tripulados.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 4 de outubro de 2026 às 20:05 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
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A Nova Zelândia poderia, em princípio, reconstruir uma frota de caças, mas não há planos oficiais nem debate político relevante para restaurar essa capacidade. O país encerrou sua força de combate aéreo em 2001, quando retirou de serviço os A-4K Skyhawk e os treinadores Aermacchi MB-339 sem substituí-los. Desde então, a defesa neozelandesa passou a priorizar patrulha marítima, transporte, operações no entorno da Antártida, vigilância de sua extensa zona econômica exclusiva e contribuições militares com aliados, especialmente Austrália e Estados Unidos. O aumento previsto dos gastos de defesa para cerca de 2% do Produto Interno Bruto pode ampliar capacidades existentes, mas, segundo o material, a prioridade atual está na recapitalização da força e em sistemas autônomos, não na aquisição de aviões de combate tripulados.
A decisão de abandonar os caças ocorreu após o cancelamento de um acordo para arrendar e posteriormente comprar 28 F-16A/B Fighting Falcon dos Estados Unidos. As aeronaves haviam sido produzidas para o Paquistão, mas permaneceram armazenadas em razão de um embargo americano relacionado ao programa nuclear paquistanês. A proposta previa 13 aviões monopostos e 15 bipostos, com operação planejada por dois esquadrões da Força Aérea Real da Nova Zelândia. O contrato teria duração inicial de dez anos e custo de compra posterior de US$ 120 milhões, parcialmente compensado pela venda dos Skyhawk existentes às Filipinas.
O acordo foi negociado por um governo de coalizão liderado pelo Partido Nacional, mas enfrentou oposição do Partido Trabalhista. Depois de vencer a eleição, o governo trabalhista de Helen Clark anunciou, em março de 2000, que não prosseguiria com o arrendamento e a aquisição dos F-16. Uma revisão independente chegou a examinar alternativas, incluindo uma frota menor, mas a administração concluiu que não era possível priorizar a aviação de combate sem comprometer outras necessidades das Forças de Defesa. Embora o governo afirmasse que os Skyhawk ainda poderiam permanecer operacionais por alguns anos, os aviões foram aposentados no ano seguinte.
A reconstrução de uma força de caças exigiria a criação de praticamente toda a estrutura necessária, incluindo treinamento, manutenção, doutrina e pessoal especializado. A relação de defesa com a Austrália e o isolamento geográfico da Nova Zelândia são apontados como elementos centrais de seu planejamento atual. Em um cenário de deterioração extrema da segurança na região Ásia-Pacífico, seria possível inferir uma maior cooperação com Austrália e Estados Unidos e uma eventual busca por interoperabilidade. Nesse caso hipotético, alternativas como o F-16 Block 70 ou o F-35A poderiam ser consideradas, mas o próprio material ressalta que essa avaliação é especulativa e não representa uma política governamental vigente.
A estrutura atualmente planejada concentra-se em outras capacidades. A Nova Zelândia opera quatro aeronaves de patrulha marítima Boeing P-8, cinco cargueiros C-130J Super Hercules, helicópteros NH90, aeronaves T-6 Texan II e outros meios de transporte e apoio. Dois Airbus A321XLR substituirão os Boeing 757, enquanto cinco MH-60R Seahawk substituirão os helicópteros navais SH-2G Super Seasprite, com entregas previstas a partir de 2027. Em julho de 2026, um P-8 neozelandês lançou dois mísseis AGM-84 Harpoon contra um navio-alvo desativado durante um exercício multinacional, utilizando armamentos emprestados pela Austrália.
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