MBDA aprova revisão do Remote Carrier Compact para voo em 2029
França, Alemanha e Espanha aprovaram a revisão preliminar de projeto do demonstrador Remote Carrier Compact, desenvolvido pela MBDA no âmbito do sistema de armas de nova geração (NGWS), núcleo do Future Combat Air System (FCAS). Segundo a empresa, a validação ocorreu durante o verão de 2026 e permite avançar para as etapas de detalhamento, produção e preparação do primeiro voo, planejado para 2029. A aprovação mantém o cronograma apresentado pela MBDA em 2023, embora o programa mais amplo tenha enfrentado uma ruptura na parte dedicada ao caça tripulado. O desenvolvimento do veículo não tripulado, portanto, segue formalmente adiante apesar do encerramento iminente do enquadramento contratual original do NGWS.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- AeroTime
- Data
- 18 de outubro de 2026 às 23:32 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
Tema sensível publicado para acompanhamento editorial. O administrador pode revisar e ajustar depois da publicação.
Imagem editorial indisponível
Esta matéria ainda não possui imagem de destaque validada pela redação.
França, Alemanha e Espanha aprovaram a revisão preliminar de projeto do demonstrador Remote Carrier Compact, desenvolvido pela MBDA no âmbito do sistema de armas de nova geração (NGWS), núcleo do Future Combat Air System (FCAS). Segundo a empresa, a validação ocorreu durante o verão de 2026 e permite avançar para as etapas de detalhamento, produção e preparação do primeiro voo, planejado para 2029. A aprovação mantém o cronograma apresentado pela MBDA em 2023, embora o programa mais amplo tenha enfrentado uma ruptura na parte dedicada ao caça tripulado. O desenvolvimento do veículo não tripulado, portanto, segue formalmente adiante apesar do encerramento iminente do enquadramento contratual original do NGWS.
O trabalho do demonstrador foi conduzido pela MBDA França e pela MBDA Alemanha, em colaboração com a empresa espanhola SATNUS. A revisão preliminar de projeto é uma etapa destinada a verificar se a configuração planejada atende aos requisitos técnicos necessários para prosseguir ao desenvolvimento e à fabricação. Para chegar a esse marco, as equipes concluíram o projeto do demonstrador, produziram diversos modelos representativos e criaram uma réplica digital do veículo. Esses elementos foram usados para examinar a configuração do sistema antes do início das próximas fases previstas pela companhia.
As atividades de verificação incluíram ensaios de subsistemas, avaliações de integração e modelos voltados à análise da integridade estrutural. Também foram realizados testes em túnel de vento, enquanto simulações serviram para validar os modelos digitais e os algoritmos iniciais. Durante o primeiro semestre de 2026, os resultados foram apresentados em reuniões técnicas realizadas na Espanha, na França e na Alemanha. Representantes dos países participantes, incluindo pilotos das três forças aéreas, forneceram comentários sobre o trabalho. O material disponível não detalha quais alterações foram solicitadas nem apresenta resultados quantitativos dos testes.
A MBDA define o Remote Carrier Compact como um drone de combate colaborativo, projetado para atuar em conjunto com outras plataformas. Entre as funções indicadas estão escolta, reconhecimento e ataques contra alvos de alto valor. As imagens divulgadas com o anúncio mostram o veículo sendo lançado a partir de uma aeronave de transporte Airbus A400M e de uma fragata da classe FREMM. Informações complementares descrevem o sistema como parte do segmento de veículos remotos do FCAS/NGWS, com capacidade prevista para operar em cooperação com caças tripulados. O material fornecido não confirma, porém, a configuração operacional definitiva, o armamento ou os parâmetros de desempenho do demonstrador.
A aprovação ocorre enquanto o marco institucional que financiou o trabalho se aproxima do fim. França e Alemanha abandonaram, em junho de 2026, o desenvolvimento conjunto do caça de nova geração após uma disputa industrial prolongada entre Airbus e Dassault Aviation. Posteriormente, o governo alemão informou que o programa NGWS estava expirando sob os contratos existentes e que negociava a conclusão antecipada da parcela relativa ao caça. A Airbus indicou que os contratos da Fase 1B terminariam no fim de 2026. A MBDA reconheceu o encerramento do enquadramento inicial, mas afirmou que continuará o desenvolvimento do Remote Carrier Compact. A empresa não informou como serão financiadas a produção e a campanha de testes de voo depois do fim do modelo contratual atual.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Boeing reformula contratos de caças para reduzir riscos financeiros
A Boeing afirma que os novos contratos para os caças F-47 e F/A-XX foram estruturados para evitar perdas financeiras semelhantes às registradas em programas de defesa anteriores. A estratégia marca uma mudança na forma como a empresa pretende conduzir projetos de desenvolvimento militar, após anos de estouros de custos associados a contratos de preço fixo. Segundo as informações disponíveis, a companhia considera as recentes conquistas junto à Força Aérea e à Marinha dos Estados Unidos parte de uma recuperação de sua área de defesa e de uma nova posição no segmento de aeronaves de combate de sexta geração.
DEF · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Bombardier e BAE Systems avaliam cooperação em combate aéreo
A Bombardier e a BAE Systems assinaram um memorando de entendimento para avaliar oportunidades de cooperação em tecnologias e capacidades industriais destinadas a futuros programas de combate aéreo. O acordo estabelece uma estrutura inicial para que as empresas identifiquem projetos de interesse comum e examinem possibilidades de trabalho conjunto. A análise deverá considerar requisitos futuros de capacidade, prioridades governamentais e objetivos industriais. O documento não representa, por si só, a contratação de uma aeronave de combate ou a escolha das empresas para um programa específico.