Esquadrão mais antigo dos Marines retoma operações com o F-35B
O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos reativou o Esquadrão de Caça e Ataque de Fuzileiros Navais 231, conhecido como “Ace of Spades”, para iniciar uma nova fase operacional com o caça de quinta geração F-35B Lightning II. A cerimônia ocorreu em 9 de outubro na Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Cherry Point, na Carolina do Norte. A unidade havia realizado seu último voo como Esquadrão de Ataque de Fuzileiros Navais 231, ou VMA-231, em maio de 2025, depois de encerrar a operação dos jatos AV-8B Harrier II. Com a reativação como VMFA-231, o esquadrão volta à frota ativa em condição de combate após concluir a certificação “Safe for Flight” em agosto.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 19:02 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Cherry Point · 34.9009, -76.8807

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos reativou o Esquadrão de Caça e Ataque de Fuzileiros Navais 231, conhecido como “Ace of Spades”, para iniciar uma nova fase operacional com o caça de quinta geração F-35B Lightning II. A cerimônia ocorreu em 9 de outubro na Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Cherry Point, na Carolina do Norte. A unidade havia realizado seu último voo como Esquadrão de Ataque de Fuzileiros Navais 231, ou VMA-231, em maio de 2025, depois de encerrar a operação dos jatos AV-8B Harrier II. Com a reativação como VMFA-231, o esquadrão volta à frota ativa em condição de combate após concluir a certificação “Safe for Flight” em agosto.
Fundada em 8 de fevereiro de 1919, a unidade é descrita como o esquadrão de voo continuamente ativo mais antigo do Corpo de Fuzileiros Navais. Ao longo de mais de um século, passou por diferentes funções, aeronaves e períodos de inativação. Sua trajetória inclui os biplanos de tela dos primeiros anos da aviação militar, os caças F4F Wildcat e F4U Corsair, além dos bombardeiros de mergulho SBD Dauntless empregados no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1973, o esquadrão voltou ao serviço ativo equipado com o Hawker Siddeley AV-8A Harrier, iniciando uma etapa de 52 anos associada aos aviões de decolagem curta e pouso vertical.
A transição para o F-35B ocorre em paralelo à retirada antecipada do Harrier da frota dos Marines. O último voo de um piloto do Corpo com um AV-8B foi realizado em 3 de junho, um ano antes da meta original de 2027. Segundo o material, o encerramento antecipado liberou orçamento, pessoal de manutenção e espaço de hangar em Cherry Point. Também permitiu que mecânicos, técnicos e especialistas experientes das unidades de Harrier fossem direcionados ao treinamento e à preparação das novas unidades de F-35, reduzindo um dos obstáculos para a expansão da frota: a qualificação das pessoas, e não apenas a fabricação dos aviões.
Com a conversão, o VMFA-231 tornou-se o décimo esquadrão operacional de F-35B do Corpo de Fuzileiros Navais, de um total planejado de 12 unidades. O novo avião amplia a velocidade, o alcance, a capacidade de carga e a consciência situacional em comparação com o AV-8B. O Harrier tem velocidade máxima de Mach 0,88, carga máxima de 9.200 libras e raio de combate de 300 milhas náuticas. O F-35B chega a Mach 1,6, transporta até 15 mil libras e alcança raio de combate de 450 milhas náuticas. Seus sensores, incluindo radar de varredura eletrônica ativa, sistema de abertura distribuída e sistema eletro-óptico de pontaria, combinam dados em uma imagem integrada apresentada ao piloto.
A conversão, contudo, também traz exigências de prontidão e infraestrutura. O material cita uma avaliação histórica segundo a qual a disponibilidade do F-35B caiu de aproximadamente 65% em aeronaves novas para 43% no sexto ano de serviço, enquanto os AV-8B passaram de cerca de 59% para 43% entre o oitavo e o vigésimo ano. A comparação não é totalmente equivalente porque considera períodos de uso diferentes. Ainda assim, o dado evidencia que a capacidade de manter aeronaves prontas será um teste central para a nova unidade. O plano de aviação de 2025 prevê 12 aeronaves por esquadrão operacional a partir de 2030, além de 12 esquadrões de F-35B e oito de F-35C. A mudança integra uma reorganização voltada ao Indo-Pacífico, onde maior alcance e baixa observabilidade são considerados relevantes diante das distâncias e das defesas aéreas avançadas.
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