Lufthansa amplia encomenda do 737 MAX após dez anos distante da família
A Lufthansa Group aprovou a aquisição de mais 20 Boeing 737 MAX 10, exercendo parte das opções previstas em um acordo firmado com a fabricante em 2023. Com a decisão, a carteira do grupo para a família 737 MAX chegou a 60 aeronaves, somando os 40 737 MAX 8 já encomendados aos novos aviões de maior capacidade. O movimento representa a retomada gradual de uma família que a Lufthansa deixou de operar há cerca de uma década, depois de abandonar o 737 e concentrar sua frota de corredor único em modelos da Airbus. A companhia ainda não definiu publicamente quais empresas do grupo receberão os novos jatos, e o MAX 10 permanece sem certificação.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 4 de outubro de 2026 às 23:58 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Colônia, Alemanha · 50.9375, 6.9603

A Lufthansa Group aprovou a aquisição de mais 20 Boeing 737 MAX 10, exercendo parte das opções previstas em um acordo firmado com a fabricante em 2023. Com a decisão, a carteira do grupo para a família 737 MAX chegou a 60 aeronaves, somando os 40 737 MAX 8 já encomendados aos novos aviões de maior capacidade. O movimento representa a retomada gradual de uma família que a Lufthansa deixou de operar há cerca de uma década, depois de abandonar o 737 e concentrar sua frota de corredor único em modelos da Airbus. A companhia ainda não definiu publicamente quais empresas do grupo receberão os novos jatos, e o MAX 10 permanece sem certificação.
A encomenda adicional tem valor de tabela estimado pela Boeing em US$ 3,4 bilhões. Esse montante corresponde ao preço oficial de referência dos 20 aviões, e não necessariamente ao valor efetivamente negociado entre a fabricante e a companhia aérea. Como é comum no setor, contratos desse tipo podem envolver descontos e outras condições comerciais que não são divulgadas. As opções utilizadas faziam parte do pedido original de 2023, que previa 60 posições potenciais para aeronaves da família 737 MAX. A Lufthansa decidiu, nesta etapa, confirmar apenas 20 delas, mantendo outras 40 opções disponíveis para eventual uso futuro.
A escolha de dois modelos diferentes amplia a flexibilidade operacional do grupo. Segundo as especificações apresentadas pela Boeing, o 737 MAX 8 acomoda normalmente entre 160 e 180 passageiros em configuração de duas classes e tem alcance máximo de 3.500 milhas náuticas, ou 6.480 quilômetros. O 737 MAX 10, por sua vez, pode transportar de 185 a 210 passageiros na mesma configuração, mas apresenta alcance máximo de 3.100 milhas náuticas, equivalentes a 5.740 quilômetros. A versão maior tem comprimento de 43,8 metros, contra 39,5 metros do MAX 8, enquanto ambas utilizam motores CFM International LEAP-1B e possuem envergadura de 35,9 metros.
A Lufthansa afirmou que os novos aviões contribuirão para substituir gradualmente aeronaves mais antigas da família Airbus A320 e poderão reduzir o consumo de combustível em cerca de 30% em comparação com os modelos que substituirão. A empresa também indicou que a maior capacidade do MAX 10 pode diminuir os custos unitários em aproximadamente 20%, embora esses números sejam apresentados como comparação com aeronaves mais antigas e dependam da configuração e da operação. Os 40 MAX 8 do pedido de 2023 já foram destinados à Eurowings, subsidiária de baixo custo do grupo, para substituir Airbus A319 e A320 mais antigos. A expectativa é que os MAX 10 também participem desse processo de renovação, mas a distribuição exata ainda não foi informada.
O retorno do 737 ocorre após uma longa presença histórica da família na frota da Lufthansa. A companhia acumulou 148 pedidos de diferentes versões desde a década de 1960 e introduziu o 737-100 aproximadamente um ano depois da estreia comercial do modelo, em 1967. Os primeiros aviões, conhecidos internamente como City Jet, eram empregados sobretudo em rotas curtas europeias e transportavam entre 90 e 100 passageiros, com alcance aproximado de 1.620 a 1.782 milhas náuticas. A Lufthansa retirou seu último 737-300 em 2016 e não chegou a encomendar versões da geração Next Generation, optando posteriormente por uma frota de corredor único composta por aeronaves Airbus.
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