Jeppesen ForeFlight amplia uso de IA nas operações aéreas
A Jeppesen ForeFlight apresentou novos agentes de inteligência artificial para a plataforma Airflow, ampliando o foco da tecnologia para além de ferramentas de cockpit e de sistemas eletrônicos de informação de voo. A iniciativa começa pelas operações de companhias aéreas, com aplicações voltadas ao planejamento de escalas de tripulação, ao trip trading e à gestão de disrupções operacionais. A empresa pretende trabalhar inicialmente com companhias parceiras em uma fase de desenvolvimento e prevê uma expansão mais ampla no início de 2027. Depois dessa etapa, a Airflow deverá ser direcionada também à aviação executiva e ao setor militar.
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- Fonte
- AVweb
- Data
- 16 de outubro de 2026 às 19:57 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
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A Jeppesen ForeFlight apresentou novos agentes de inteligência artificial para a plataforma Airflow, ampliando o foco da tecnologia para além de ferramentas de cockpit e de sistemas eletrônicos de informação de voo. A iniciativa começa pelas operações de companhias aéreas, com aplicações voltadas ao planejamento de escalas de tripulação, ao trip trading e à gestão de disrupções operacionais. A empresa pretende trabalhar inicialmente com companhias parceiras em uma fase de desenvolvimento e prevê uma expansão mais ampla no início de 2027. Depois dessa etapa, a Airflow deverá ser direcionada também à aviação executiva e ao setor militar.
Entre os recursos anunciados está o Augmented Ops Control, agente concebido para auxiliar as equipes de controle operacional quando aeronaves ou tripulações enfrentam perturbações. A ferramenta deverá apoiar a avaliação de alternativas e respostas possíveis durante situações que afetem a programação planejada. O material divulgado não informa que o sistema substituirá os profissionais responsáveis pelas decisões, mas descreve uma abordagem na qual as operadoras poderão definir o grau de automação empregado em seus processos. Essa configuração busca manter a participação humana na análise e na autorização das medidas operacionais.
Os primeiros casos de uso se concentram em tarefas que exigem a combinação de dados de tripulação, aeronaves e programação. O trip trading envolve a análise de possíveis trocas de viagens entre profissionais, enquanto o planejamento de escalas procura organizar a alocação de tripulantes dentro das restrições operacionais aplicáveis. Já a gestão de disrupções trata de respostas a alterações que podem comprometer a programação, como a indisponibilidade de uma aeronave ou de uma equipe. A Airflow é apresentada como uma camada destinada a apoiar essas decisões, e não apenas como uma ferramenta isolada para uma etapa específica da operação.
A estratégia divulgada posiciona a Airflow como um motor de inteligência para diferentes áreas da aviação. Segundo as informações apresentadas, a plataforma reúne conhecimento especializado acumulado ao longo de décadas, dados do setor e recursos relacionados ao planejamento de tripulação, ao planejamento de frota, às operações do dia do voo e às soluções de cabine. A proposta é conectar decisões realizadas no cockpit às atividades do centro de controle operacional. A empresa também afirmou que as operadoras poderão escolher entre agentes desenvolvidos por elas próprias, por terceiros ou pela Jeppesen ForeFlight, além de controlar como esses recursos serão incorporados aos fluxos de trabalho.
A companhia informou ainda que a Airflow vem sendo desenvolvida há vários anos e que sua estratégia de inteligência artificial pretende atender mais de um segmento do mercado. Antes mesmo da expansão para operações de companhias aéreas, a empresa começou a apresentar o ForeFlight AI Connector na aviação geral. O recurso é descrito como um servidor MCP capaz de conectar o ForeFlight Mobile ao ambiente existente de ChatGPT de um cliente. Em outra frente, a Jeppesen ForeFlight apresentou agentes Airflow e soluções conectadas para a aviação executiva, reunindo recursos de gerenciamento de segurança e ferramentas de cabine sem papel. Esses movimentos indicam uma tentativa de estabelecer uma base comum de IA para diferentes fluxos operacionais, embora os materiais fornecidos não apresentem resultados quantitativos ou detalhes sobre a adoção inicial.
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