HondaJet ajuda a manter pilotos de B-1 Lancer em treinamento
A Força Aérea dos Estados Unidos passou a utilizar jatos executivos HondaJet para ajudar tripulantes dos bombardeiros Rockwell B-1 Lancer a manter a proficiência de voo enquanto parte da frota permanece em manutenção. A iniciativa, denominada Bomber Supplemental Trainer for Aircrew Readiness (BSTAR), foi confirmada pelo general Stephen L. Davis, comandante do Air Force Global Strike Command. O programa busca reduzir os efeitos da baixa disponibilidade dos bombardeiros sobre a formação dos pilotos, oferecendo horas de voo em uma aeronave civil de menor porte. Embora o HondaJet não reproduza as características de um bombardeiro supersônico, ele permite preservar competências básicas, como pilotagem, voo por instrumentos e procedimentos de aproximação.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 4 de outubro de 2026 às 02:24 UTC
- Categoria
- Aviacao Executiva (AVE)
- Maturidade
- Nota

A Força Aérea dos Estados Unidos passou a utilizar jatos executivos HondaJet para ajudar tripulantes dos bombardeiros Rockwell B-1 Lancer a manter a proficiência de voo enquanto parte da frota permanece em manutenção. A iniciativa, denominada Bomber Supplemental Trainer for Aircrew Readiness (BSTAR), foi confirmada pelo general Stephen L. Davis, comandante do Air Force Global Strike Command. O programa busca reduzir os efeitos da baixa disponibilidade dos bombardeiros sobre a formação dos pilotos, oferecendo horas de voo em uma aeronave civil de menor porte. Embora o HondaJet não reproduza as características de um bombardeiro supersônico, ele permite preservar competências básicas, como pilotagem, voo por instrumentos e procedimentos de aproximação.
A medida foi adotada em um cenário de redução da frota e de dificuldades para manter aeronaves de combate operacionais. O inventário total da Força Aérea americana caiu para cerca de 4.900 aeronaves, o menor nível desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo o material fornecido. A diminuição do número de aviões disponíveis afeta não apenas a capacidade de emprego, mas também a possibilidade de realizar voos regulares de treinamento. No caso dos bombardeiros, a situação é especialmente restritiva: as frotas de B-1, B-2 Spirit e B-52 Stratofortress somavam 140 aeronaves distribuídas em nove esquadrões, com idade média próxima de 50 anos. Em 2024, a taxa média de disponibilidade operacional dessas três frotas ficou pouco acima de 50%.
O B-1 apresentou uma queda particularmente acentuada em sua taxa de aeronaves aptas para missão. O índice passou de 55% no ano fiscal de 2022 para 43% no ano fiscal de 2024. A frota ativa do modelo também encolheu para aproximadamente 45 unidades, diante de uma produção original de 104 aeronaves. O Lancer foi projetado para penetrar no espaço aéreo soviético usando velocidade e manobrabilidade, e sua configuração de asas de geometria variável permite transportar até 75 mil libras de armamentos. Atualmente, o modelo é o único avião da Força Aérea americana equipado para transportar o míssil antinavio de longo alcance. A combinação entre idade, complexidade estrutural e exigências de manutenção limita a quantidade de aeronaves disponível para treinamento.
A XSTAR Aviation, empresa responsável pelo fornecimento dos jatos no âmbito do BSTAR, surgiu de um estudo do próprio Global Strike Command sobre a lacuna de prontidão das tripulações. O HondaJet Elite é um bimotor executivo capaz de alcançar velocidade de cruzeiro de até 422 nós, teto operacional de 43 mil pés e propulsão formada por dois motores GE Honda HF120, cada um com cerca de 2.050 libras de empuxo. Suas dimensões e sua finalidade são muito diferentes das de um B-1, mas a aeronave pode proporcionar tempo de assento e treinamento em instrumentos com custo inferior ao de manter um bombardeiro em atividade exclusivamente para tarefas básicas. A solução, portanto, atende à manutenção de habilidades gerais, não à reprodução integral das missões do Lancer.
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