Gargalo nas asas atrasa aumento da produção do Boeing 737 MAX
A Boeing precisará de mais tempo do que previa para elevar e estabilizar a produção do 737 MAX. A fabricação das asas na unidade de Renton, no estado de Washington, tornou-se o principal limitador da cadência, segundo declarações do CEO Kelly Ortberg. A empresa trabalha para consolidar uma produção de aproximadamente 47 aeronaves por mês, mas a transição a partir de 42 unidades ainda não foi concluída de forma estável. O plano de ampliar gradualmente o ritmo permanece em vigor, porém o desempenho da área responsável pelas asas não acompanhou as expectativas estabelecidas pela fabricante.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 21 de outubro de 2026 às 15:58 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Renton, Washington, EUA · 47.4829, -122.2171

A Boeing precisará de mais tempo do que previa para elevar e estabilizar a produção do 737 MAX. A fabricação das asas na unidade de Renton, no estado de Washington, tornou-se o principal limitador da cadência, segundo declarações do CEO Kelly Ortberg. A empresa trabalha para consolidar uma produção de aproximadamente 47 aeronaves por mês, mas a transição a partir de 42 unidades ainda não foi concluída de forma estável. O plano de ampliar gradualmente o ritmo permanece em vigor, porém o desempenho da área responsável pelas asas não acompanhou as expectativas estabelecidas pela fabricante.
Ortberg afirmou que a Boeing está produzindo na direção da meta de 47 jatos mensais, mas ainda não conseguiu manter esse nível com regularidade. A companhia pretendia alcançar essa cadência em um prazo mais curto, depois de avançar em etapas na retomada da produção. A estabilização dessa taxa é tratada como uma etapa necessária antes de qualquer nova elevação. O executivo também indicou que a meta seguinte, de 52 aeronaves por mês, exigirá mais tempo do que o previsto inicialmente. Assim, o cronograma de crescimento da produção foi afetado pelo ritmo insuficiente de conclusão das asas.
O problema identificado pela empresa está concentrado na fabricação das asas, e não em uma dificuldade generalizada de toda a cadeia de suprimentos. A Boeing produz todas as asas destinadas ao programa 737 MAX em Renton, o que torna o fluxo dessa unidade essencial para abastecer as linhas de montagem. Segundo Ortberg, a quantidade de asas concluídas não evoluiu no ritmo necessário. Sem um fornecimento regular desses componentes, a fabricante encontra limitações para manter uma cadência uniforme de montagem e para transformar a capacidade planejada em produção efetivamente estabilizada.
A expansão futura também depende do funcionamento adequado da estrutura atualmente instalada em Renton e de uma nova linha planejada para o norte de Everett. As duas frentes precisam operar de maneira consistente antes que a Boeing avance para uma taxa de 52 aeronaves mensais. O material disponível indica que a companhia está priorizando a correção dos atrasos e a melhoria do fluxo de asas, em vez de anunciar uma aceleração imediata. A sequência prevista é consolidar primeiro o patamar de 47 unidades e somente depois avaliar novos aumentos de produção.
A fabricante já vinha enfrentando restrições e problemas de qualidade na cadeia associada ao 737 MAX, em um contexto de retomada gradual da produção. Em maio de 2026, Ortberg havia indicado que a Boeing superara uma revisão de marco relacionada à taxa de 47 aeronaves por mês e esperava atingir esse nível em poucos meses. Em uma conferência posterior, contudo, descreveu a situação como uma produção “em direção a 47 por mês”, sem afirmar que a cadência já estivesse estabilizada. A diferença entre a expectativa anterior e a avaliação mais recente evidencia o prolongamento do processo de recuperação industrial.
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