Força Aérea dos EUA cria programa de defesa de bases em Grand Forks
A Força Aérea dos Estados Unidos solicitou ao Congresso cerca de US$ 1,4 bilhão no orçamento de 2027 para reforçar a defesa terrestre de suas próprias bases contra drones e mísseis. O valor representa aproximadamente o dobro do pedido do ano anterior. A mudança também inclui a criação da primeira especialidade profissional dedicada à defesa de ponto, função que durante décadas foi atribuída principalmente ao Exército ou tratada como uma tarefa adicional das forças de segurança. A iniciativa ganhou impulso após ataques recentes contra instalações americanas e reflete a avaliação de que bases aéreas passaram a estar diretamente expostas a ameaças aéreas de baixo custo e grande volume.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 12:42 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Grand Forks Air Force Base · 47.9611, -97.4012
Nota editorial
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A Força Aérea dos Estados Unidos solicitou ao Congresso cerca de US$ 1,4 bilhão no orçamento de 2027 para reforçar a defesa terrestre de suas próprias bases contra drones e mísseis. O valor representa aproximadamente o dobro do pedido do ano anterior. A mudança também inclui a criação da primeira especialidade profissional dedicada à defesa de ponto, função que durante décadas foi atribuída principalmente ao Exército ou tratada como uma tarefa adicional das forças de segurança. A iniciativa ganhou impulso após ataques recentes contra instalações americanas e reflete a avaliação de que bases aéreas passaram a estar diretamente expostas a ameaças aéreas de baixo custo e grande volume.
O ataque que mais evidenciou essa vulnerabilidade ocorreu em 27 de março, quando mísseis balísticos e enxames de drones iranianos atingiram a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. Segundo o material, uma aeronave de alerta antecipado E-3G Sentry, avaliada em US$ 250 milhões, sofreu danos graves, assim como aeronaves de reabastecimento KC-135 estacionadas na pista. A instalação já havia sido atingida anteriormente, incluindo um ataque em 13 de março que danificou cinco KC-135. Cerca de dez militares americanos ficaram feridos, dois deles em estado grave. A perda de um E-3G reduziu a capacidade de vigilância e gerenciamento aéreo em um momento de alta pressão operacional.
Para responder a esse cenário, a Força Aérea está estruturando duas frentes associadas. A primeira reúne sistemas cinéticos e não cinéticos para proteger instalações contra ameaças que se aproximam. A segunda transforma a defesa de ponto em uma carreira permanente para militares da Força Aérea, deixando de depender de apoio ocasional do Exército. O sistema Air Base Air Defense System, ou ABADS, terá duas variantes principais. A Small Unmanned Aircraft Defense System combina comando e controle com recursos de guerra eletrônica para detectar, acompanhar e neutralizar drones pequenos. Já a ABADS-MD emprega um sensor passivo que identifica emissões de radiofrequência e transmite os dados a um centro móvel de operações táticas.
O pedido orçamentário prevê US$ 318 milhões para a ABADS-MD, US$ 518 milhões para a variante de combate a drones SUADS e US$ 85,3 milhões para pesquisa e desenvolvimento. A aquisição planejada deve aumentar de 11 sistemas ABADS-MD no primeiro ano para 18 no período seguinte. O programa também se apoia em um contrato de dez anos, no valor de até US$ 953 milhões, firmado com a Parsons. Em paralelo, a Força Aérea contratou a Tandem Defense por até US$ 90 milhões para drones interceptadores de negação aérea. A iniciativa busca oferecer uma resposta mais barata e numerosa contra alvos que não justificariam o emprego de mísseis de alto custo.
A Base Aérea de Grand Forks, em Dakota do Norte, foi escolhida como centro de desenvolvimento dessa capacidade. Em outubro de 2025, o Air Combat Command designou a 319ª Ala de Reconhecimento, com apoio da 184ª Ala da Guarda Nacional Aérea do Kansas, para conduzir o Point Defense Battle Lab. O laboratório realiza exercícios mensais, coleta dados e desenvolve procedimentos sobre identificação de drones, emprego de sensores e resposta operacional. Sua instalação permanente foi inaugurada em 9 de abril, em cerimônia que contou com os senadores John Hoeven e Kevin Cramer. A unidade também busca ampliar a participação de empresas privadas no desenvolvimento de tecnologias para aeronaves não tripuladas.
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