Falha em pá do CFM56-7B motiva novas inspeções em Boeing 737
A FAA e a EASA devem ampliar as exigências de inspeção das pás do ventilador dos motores CFM International CFM56-7B instalados em aeronaves Boeing 737NG. A medida ocorre após a fratura de uma pá durante uma falha não contida do motor, que provocou a liberação de fragmentos para a frente da unidade. Os órgãos reguladores alertam que detritos desse tipo podem atingir e danificar a fuselagem da aeronave. O caso levou à preparação de uma diretiva voltada à identificação antecipada de possíveis defeitos nas pás antes que uma ruptura semelhante volte a ocorrer.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 27 de outubro de 2026 às 13:15 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Materia

A FAA e a EASA devem ampliar as exigências de inspeção das pás do ventilador dos motores CFM International CFM56-7B instalados em aeronaves Boeing 737NG. A medida ocorre após a fratura de uma pá durante uma falha não contida do motor, que provocou a liberação de fragmentos para a frente da unidade. Os órgãos reguladores alertam que detritos desse tipo podem atingir e danificar a fuselagem da aeronave. O caso levou à preparação de uma diretiva voltada à identificação antecipada de possíveis defeitos nas pás antes que uma ruptura semelhante volte a ocorrer.
O evento envolveu uma pá do CFM56-7B que se rompeu na região do encaixe tipo “dovetail”, área responsável pela fixação da peça ao conjunto do ventilador. A fratura resultou na liberação não contida de detritos, distinguindo o episódio de uma falha limitada ao interior do motor. Embora o material fornecido não apresente todos os detalhes operacionais do incidente, a advertência conjunta da FAA e da EASA indica preocupação específica com a possibilidade de fragmentos alcançarem a estrutura externa do avião.
A orientação prevista amplia tanto os procedimentos aplicáveis quanto a área examinada durante a inspeção. De acordo com o contexto complementar, a FAA planeja tornar obrigatório um conjunto revisado de verificações nas pás, com métodos aprimorados e cobertura maior das regiões críticas. A proposta está associada a um rascunho de diretiva de aeronavegabilidade e à versão mais recente do programa de inspeção da CFM. O objetivo declarado é aumentar a probabilidade de localizar trincas ou outros sinais de deterioração antes de uma falha da pá com liberação de fragmentos.
As novas exigências fazem parte de uma sequência de respostas regulatórias para o mesmo modelo de motor. O programa de inspeção da CFM foi iniciado em 2018, depois da falha em voo de um motor instalado em um Boeing 737-700 da Southwest Airlines. Naquele acidente, uma pá do ventilador se rompeu ao longo de uma trinca atribuída à fadiga, e uma passageira morreu. O episódio deu origem a medidas imediatas da FAA e da EASA, incluindo inspeções de motores com maior tempo de operação e a publicação de orientações complementares pela fabricante.
Desde então, os requisitos foram ajustados para aumentar a frequência e a capacidade de detecção das verificações. O material complementar informa que uma atualização posterior reduziu o intervalo entre inspeções para 1.600 ciclos, ante 3.000 ciclos anteriormente utilizados. Dependendo da jurisdição, os procedimentos podem incluir ensaios ultrassônicos ou inspeções por correntes parasitas. Essas técnicas são empregadas para procurar descontinuidades internas ou superficiais que poderiam evoluir para uma fratura, especialmente em pás submetidas a grande número de ciclos.
A diretiva em preparação representa, portanto, mais uma etapa do endurecimento das medidas aplicáveis aos CFM56-7B que equipam a família Boeing 737NG. A expansão da área de inspeção e a revisão dos procedimentos refletem a evolução do programa de acompanhamento adotado após o acidente de 2018. O material disponível não confirma que a falha mais recente tenha a mesma causa do caso anterior, nem informa a existência de vítimas ou a extensão dos danos na aeronave envolvida. O ponto central da ação regulatória é reduzir a possibilidade de que uma trinca não detectada resulte em nova fratura e em danos estruturais provocados por detritos liberados pelo motor.
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