FAA propõe critérios para certificar decolagem automatizada do Embraer E2
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) deu um passo formal para viabilizar a certificação do Embraer Enhanced Takeoff System (E2TS), sistema de decolagem automatizada desenvolvido para a família de jatos comerciais E-Jet E2. Em 27 de outubro de 2026, a agência publicou condições especiais de aeronavegabilidade destinadas a estabelecer requisitos adicionais para a tecnologia. A iniciativa ainda não autoriza o uso operacional do sistema: ela cria a base regulatória necessária para avaliar sua incorporação ao avião, inicialmente no E195-E2. A Embraer afirma que a solução poderá aumentar a segurança e permitir pesos de decolagem mais elevados, desde que cumpra os limites definidos no processo de certificação.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 29 de outubro de 2026 às 02:48 UTC
- Categoria
- Regulacao (REG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Embraer Sao Jose dos Campos (sede/montagem) · -23.2237, -45.9009

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) deu um passo formal para viabilizar a certificação do Embraer Enhanced Takeoff System (E2TS), sistema de decolagem automatizada desenvolvido para a família de jatos comerciais E-Jet E2. Em 27 de outubro de 2026, a agência publicou condições especiais de aeronavegabilidade destinadas a estabelecer requisitos adicionais para a tecnologia. A iniciativa ainda não autoriza o uso operacional do sistema: ela cria a base regulatória necessária para avaliar sua incorporação ao avião, inicialmente no E195-E2. A Embraer afirma que a solução poderá aumentar a segurança e permitir pesos de decolagem mais elevados, desde que cumpra os limites definidos no processo de certificação.
O E2TS foi concebido para automatizar etapas da decolagem que normalmente dependem de comandos diretos dos pilotos. Conforme a descrição apresentada no material, o sistema controla automaticamente a rotação da aeronave, a subida inicial e o ângulo de arfagem, conhecido como pitch. A função é tratada como inédita em jatos comerciais por assumir o controle desses parâmetros durante uma fase crítica do voo. A proposta regulatória decorre do entendimento da FAA de que as regras atuais aplicáveis a aeronaves da categoria transporte não abordam de maneira específica sistemas capazes de comandar automaticamente a rotação de decolagem.
A Embraer solicitou a alteração do certificado de tipo do E195-E2 para incluir a tecnologia em 2021, sendo que uma das referências complementares situa o pedido em dezembro daquele ano. O procedimento exige que a fabricante demonstre que o sistema pode operar sem introduzir características de voo inseguras. Essa avaliação deverá abranger, inclusive, situações em que a aeronave esteja fora de compensação, condição conhecida em inglês como “out of trim”. A exigência indica que a certificação não se limitará ao funcionamento nominal da automação, mas também considerará seu comportamento diante de condições que possam alterar a resposta da aeronave aos comandos.
As condições propostas pela FAA também tratam do desempenho da aeronave após uma falha de motor durante a decolagem. Nessa situação, a distância percorrida não poderá exceder a distância correspondente indicada no manual de voo depois que forem considerados os desvios máximos esperados na velocidade de rotação permitida pelo E2TS. A regra busca assegurar que a automação não reduza as margens de desempenho exigidas quando a aeronave precisa continuar a decolagem com apenas um motor funcionando. O critério relaciona diretamente a atuação do sistema aos cálculos de distância usados para demonstrar a capacidade operacional do avião.
Quando os dois motores estiverem operando, a proposta estabelece outro limite de desempenho: o sistema automatizado não poderá aumentar em mais de 1% a distância de decolagem aplicável. Esse parâmetro procura restringir qualquer efeito adverso da automação sobre a aceleração e a saída da aeronave da pista. Ao mesmo tempo, a FAA pretende verificar se a função mantém características de voo seguras em diferentes condições previstas para a operação. Os requisitos adicionais refletem a necessidade de adaptar o processo regulatório a uma função que não está contemplada de forma detalhada nas normas existentes para aviões de transporte.
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