FAA exige inspeções na cauda de quase 2 mil Boeing 737NG
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou inspeções obrigatórias em 1.987 aeronaves Boeing 737 Next Generation (737NG) registradas no país. A medida foi adotada depois que operadores relataram episódios de oscilações de arfagem, nos quais o nariz dos aviões se moveu para cima e para baixo durante o voo sem comando correspondente dos pilotos. A diretiva de aeronavegabilidade AD 2026-20-14 entra em vigor em 23 de novembro de 2026 e busca identificar folga excessiva em componentes responsáveis pelo movimento do estabilizador horizontal, conjunto essencial para controlar a posição longitudinal da aeronave. O Boeing 737 MAX não está incluído na determinação.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 24 de outubro de 2026 às 18:18 UTC
- Categoria
- Regulacao (REG)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Estados Unidos · 39.8283, -98.5795

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou inspeções obrigatórias em 1.987 aeronaves Boeing 737 Next Generation (737NG) registradas no país. A medida foi adotada depois que operadores relataram episódios de oscilações de arfagem, nos quais o nariz dos aviões se moveu para cima e para baixo durante o voo sem comando correspondente dos pilotos. A diretiva de aeronavegabilidade AD 2026-20-14 entra em vigor em 23 de novembro de 2026 e busca identificar folga excessiva em componentes responsáveis pelo movimento do estabilizador horizontal, conjunto essencial para controlar a posição longitudinal da aeronave. O Boeing 737 MAX não está incluído na determinação.
A verificação deverá abranger os pontos de articulação esquerdo e direito do estabilizador horizontal, conhecidos como pivot hinges, além do fuso de comando, ou jackscrew. Esses componentes trabalham em conjunto para ajustar a posição do estabilizador e, consequentemente, ajudar a manter o nariz do avião na atitude desejada. Com o desgaste decorrente do uso, pode surgir movimento livre acima dos limites previstos. A FAA determinou que as empresas meçam essa folga e adotem providências conforme os resultados encontrados, seguindo os procedimentos técnicos aplicáveis ao modelo e aos componentes instalados.
Quando as medições permanecerem dentro dos parâmetros, os operadores poderão ter de repetir as inspeções em intervalos determinados pela diretiva. Se os valores excederem os limites estabelecidos, será necessário realizar reparos ou substituir peças desgastadas, conforme a documentação de manutenção da Boeing. O objetivo é impedir que a folga aumente e comprometa a precisão do comando de arfagem. A regra se aplica às variantes 737-600, 737-700, 737-700C, 737-800, 737-900 e 737-900ER registradas nos Estados Unidos, abrangendo uma parcela ampla da frota 737NG em operação no país.
A FAA relacionou a condição de risco à possibilidade de ocorrência de flutter no estabilizador horizontal. Esse fenômeno pode produzir vibrações e movimentos aerodinâmicos indesejados; em uma situação extrema, segundo a avaliação da agência, poderia contribuir para a perda de controle da aeronave. Os materiais fornecidos não informam quantos eventos foram registrados, quando ocorreram ou quais companhias estiveram envolvidas. Também não há registro apresentado de acidente ou perda catastrófica de controle diretamente atribuída a esse problema específico. A ação regulatória é descrita como preventiva, diante de relatos de oscilações e da possibilidade de aumento progressivo da folga com o envelhecimento e o uso da frota.
A decisão final veio depois de uma proposta publicada em janeiro de 2026. Algumas empresas e operadores solicitaram prazos mais longos ou maior flexibilidade para cumprir as verificações. A United Airlines, que teria mais de 300 aeronaves afetadas, pediu intervalos maiores entre inspeções repetidas e crédito para trabalhos já realizados. A Alaska Airlines defendeu a possibilidade de reparar imediatamente as peças desgastadas, sem passar por verificações intermediárias de folga. A canadense Canadian North solicitou que o prazo da inspeção inicial fosse ampliado de 12 para 36 meses, permitindo combinar o serviço com visitas de manutenção pesada.
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