FAA exige inspeções em 1.987 Boeing 737NG após oscilações de arfagem
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou inspeções específicas em 1.987 aeronaves Boeing 737 Next Generation registradas no país, após relatos de oscilações de arfagem durante voos. Os eventos envolveram movimentos repetidos e não comandados do nariz para cima e para baixo. A diretiva de aeronavegabilidade AD 2026-20-14 foi publicada em 19 de outubro de 2026 e entrará em vigor em 23 de novembro. A medida alcança os modelos 737-600, 737-700, 737-700C, 737-800, 737-900 e 737-900ER, dentro da faixa de números de série especificada no texto regulatório. A família 737 MAX não está incluída.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 25 de outubro de 2026 às 02:49 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Estados Unidos · 39.8283, -98.5795

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou inspeções específicas em 1.987 aeronaves Boeing 737 Next Generation registradas no país, após relatos de oscilações de arfagem durante voos. Os eventos envolveram movimentos repetidos e não comandados do nariz para cima e para baixo. A diretiva de aeronavegabilidade AD 2026-20-14 foi publicada em 19 de outubro de 2026 e entrará em vigor em 23 de novembro. A medida alcança os modelos 737-600, 737-700, 737-700C, 737-800, 737-900 e 737-900ER, dentro da faixa de números de série especificada no texto regulatório. A família 737 MAX não está incluída.
Segundo os dados reunidos pela FAA, os episódios estão associados à folga excessiva, conhecida como “freeplay”, em componentes ligados ao estabilizador horizontal. As áreas mencionadas são os mancais de articulação dos lados esquerdo e direito do estabilizador e o mecanismo denominado jackscrew, ou fuso. Esses elementos participam do controle da arfagem da aeronave, movimento que altera a atitude do nariz em relação ao horizonte. O material disponível relaciona os relatos a um possível desgaste progressivo desses pontos ao longo da vida operacional dos aviões, mas não apresenta uma causa única confirmada para todos os eventos.
A diretiva exige que as operadoras façam medições da folga nos pivôs do estabilizador horizontal e no jackscrew. Os trabalhos deverão seguir os procedimentos descritos no Boeing Alert Requirements Bulletin 737-55A1104 RB, publicado em 12 de junho de 2025. A partir dos resultados, cada aeronave será enquadrada conforme os limites estabelecidos pela documentação técnica e pela própria diretiva. Os prazos de cumprimento serão escalonados de acordo com a utilização do avião e com os valores encontrados durante as verificações, em vez de estabelecer um único prazo idêntico para toda a frota afetada.
Quando as medições indicarem níveis de folga próximos ou superiores aos limites aceitáveis, as empresas poderão ser obrigadas a realizar novas inspeções em intervalos definidos. Também poderão ter de executar reparos ou substituir componentes desgastados antes de liberar o avião para voltar à operação. Essa exigência cria um acompanhamento contínuo para aeronaves nas quais o desgaste ainda não tenha alcançado uma condição que exija intervenção imediata, mas possa evoluir com o uso. O material não detalha quantos aviões já apresentam valores acima dos limites nem informa o número esperado de aeronaves que poderão ficar temporariamente fora de serviço.
A FAA adotou a medida depois de receber múltiplos relatos de operadores sobre oscilações de arfagem em voo. As informações disponíveis indicam que os episódios foram observados por diversas companhias, mas não divulgam em profundidade os detalhes individuais de cada ocorrência. Também não há indicação, no material fornecido, de perda de controle irreversível ou de acidentes fatais diretamente atribuídos ao problema. A decisão regulatória é descrita como preventiva, com o objetivo de identificar desgaste nos pontos de articulação e no mecanismo do estabilizador antes que uma eventual degradação comprometa a controlabilidade da aeronave.
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