Eve planeja demonstrações de air taxi nos EUA para 2028
A Eve Air Mobility pretende iniciar voos de demonstração de air taxi nos Estados Unidos em 2028, mesmo após ficar fora do programa federal norte-americano voltado à integração de aeronaves eVTOL. A empresa, controlada majoritariamente pela brasileira Embraer, afirma que a exclusão não alterou sua estratégia para o mercado americano. O plano inclui fortalecer parcerias locais, avançar na relação com autoridades e preparar as condições regulatórias e operacionais necessárias para futuras atividades com o modelo de mobilidade aérea urbana.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 22 de outubro de 2026 às 00:01 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Embraer Sao Jose dos Campos (sede/montagem) · -23.2237, -45.9009

A Eve Air Mobility pretende iniciar voos de demonstração de air taxi nos Estados Unidos em 2028, mesmo após ficar fora do programa federal norte-americano voltado à integração de aeronaves eVTOL. A empresa, controlada majoritariamente pela brasileira Embraer, afirma que a exclusão não alterou sua estratégia para o mercado americano. O plano inclui fortalecer parcerias locais, avançar na relação com autoridades e preparar as condições regulatórias e operacionais necessárias para futuras atividades com o modelo de mobilidade aérea urbana.
A companhia não integra o eIPP, iniciativa associada à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, para testar e integrar operações de eVTOL em diferentes localidades. O programa prevê o início de operações em seis estados, segundo o material complementar, mas a ausência da Eve nesse arranjo não impede que a empresa desenvolva uma trajetória própria no país. A companhia busca, portanto, construir sua presença no mercado americano por meio de contatos diretos com governos, órgãos reguladores e possíveis parceiros comerciais.
O CEO da Eve, Johann Bordais, declarou que a empresa pretende ampliar suas alianças nos Estados Unidos antes da etapa de demonstrações. A Eve também informou estar em contato próximo com o Departamento de Transportes americano e com autoridades de transporte da Flórida e de outros estados. Esse relacionamento é particularmente relevante na Flórida, onde governos e entidades locais demonstram interesse na criação de infraestrutura para a mobilidade aérea avançada. O material indica que a coordenação com autoridades estaduais será uma parte importante da estratégia da companhia fora do programa federal.
As informações disponíveis apontam para demonstrações públicas com passageiros no segundo trimestre de 2028, embora outro relato registre que a empresa não deverá contar com uma aeronave de demonstração disponível até o fim daquele ano. Essa diferença torna o cronograma dependente da evolução do desenvolvimento da aeronave e das aprovações necessárias. Assim, a referência a voos em 2028 descreve um objetivo anunciado pela Eve, e não uma operação já confirmada. A realização das atividades também dependerá da preparação de locais, parceiros e procedimentos compatíveis com as exigências americanas.
A certificação pela FAA continua sendo apresentada como etapa central antes de qualquer operação comercial. A Eve segue desenvolvendo seu eVTOL enquanto tenta consolidar uma posição regulatória e operacional nos Estados Unidos, um dos principais mercados considerados para a mobilidade aérea urbana. A exclusão do eIPP representa um contratempo para a participação em uma iniciativa oficial de integração, mas o material não indica uma mudança no plano mais amplo da empresa. É possível inferir que a companhia pretende usar demonstrações próprias e articulação institucional para obter experiência e visibilidade enquanto trabalha para cumprir os requisitos de certificação.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Airbus eleva lucro e entrega 547 aeronaves até setembro
A Airbus registrou lucro líquido de 1,34 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, avanço de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita consolidada entre julho e setembro foi de 17,5 bilhões de euros, uma redução de 2% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, a receita chegou a 50,6 bilhões de euros, crescimento de 7%. Entre janeiro e setembro, a fabricante entregou 547 aeronaves comerciais, contra 507 no mesmo intervalo de 2025, e manteve a previsão de concluir o ano com aproximadamente 870 aviões entregues, desde que não ocorram novas interrupções relevantes nas condições consideradas pela empresa.
IND · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Airbus mantém meta de entregas apesar de queda nos resultados do terceiro trimestre
A Airbus manteve a previsão de entregar cerca de 870 aeronaves comerciais em 2026, mesmo após registrar redução nas entregas e nos resultados do terceiro trimestre. No período, os ganhos da divisão de aeronaves comerciais recuaram 12%, para €1,38 bilhão. A fabricante também preservou suas metas de aumento da produção, indicando que continua planejando uma aceleração das entregas nos meses finais do ano. A companhia atribuiu parte do desempenho mais fraco ao menor número de aviões comerciais entregues e a efeitos de composição do mix de produtos.