EUA projetam expansão da frota de caças furtivos e drones autônomos
As Forças Armadas dos Estados Unidos projetam uma expansão significativa de sua capacidade de superioridade aérea nas próximas décadas, com a combinação de caças furtivos tripulados de quinta e sexta gerações e aeronaves autônomas de combate. O F-35 Lightning II já ultrapassou 1.300 unidades em serviço, e os planos mencionados no material preveem mais de 3.000 aeronaves produzidas. Paralelamente, a Força Aérea iniciou o programa do F-47, associado ao projeto de domínio aéreo de próxima geração, enquanto a Marinha e possivelmente o Corpo de Fuzileiros Navais desenvolvem o F/A-XX. A estrutura também deverá incluir mais de 1.000 drones furtivos Collaborative Combat Aircraft, concebidos para operar ao lado de caças tripulados.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 16 de agosto de 2026 às 22:37 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia

As Forças Armadas dos Estados Unidos projetam uma expansão significativa de sua capacidade de superioridade aérea nas próximas décadas, com a combinação de caças furtivos tripulados de quinta e sexta gerações e aeronaves autônomas de combate. O F-35 Lightning II já ultrapassou 1.300 unidades em serviço, e os planos mencionados no material preveem mais de 3.000 aeronaves produzidas. Paralelamente, a Força Aérea iniciou o programa do F-47, associado ao projeto de domínio aéreo de próxima geração, enquanto a Marinha e possivelmente o Corpo de Fuzileiros Navais desenvolvem o F/A-XX. A estrutura também deverá incluir mais de 1.000 drones furtivos Collaborative Combat Aircraft, concebidos para operar ao lado de caças tripulados.
O F-22 Raptor permanece como o principal caça de superioridade aérea furtivo da Força Aérea, mas sua frota foi limitada a 186 aeronaves depois que a produção foi encerrada. O programa havia sido planejado originalmente para alcançar 750 unidades, porém restrições orçamentárias levaram à interrupção da fabricação. O custo aproximado de cada F-22 é estimado em US$ 150 milhões, valor que contribuiu para o debate sobre a conveniência de manter ou reabrir a linha de produção. Como a cadeia industrial foi desmobilizada, a retomada exigiria reconstruir fornecedores, infraestrutura e competências técnicas associadas ao projeto.
A quantidade nominal de F-22 não corresponde à disponibilidade operacional integral. O material cita uma taxa de aeronaves capazes de cumprir missões de aproximadamente 40% em 2024, em razão de manutenção, modernizações e perdas ao longo do tempo. Estimativas recentes indicam que menos de 100 unidades poderiam estar prontas para combate em determinado momento. Essa condição alimenta a avaliação de que a frota atual oferece capacidade altamente especializada, mas limitada em escala para enfrentar conflitos de grande intensidade ou sustentar operações prolongadas contra adversários tecnologicamente avançados.
O F-47 é apresentado como o sucessor de sexta geração da capacidade de domínio aéreo da Força Aérea. O contrato de desenvolvimento foi concedido à Boeing em março de 2025, e o primeiro voo é esperado por volta do fim de 2028, embora o cronograma ainda esteja sujeito a desafios tecnológicos. Entre os possíveis obstáculos estão os motores de ciclo variável, cuja disponibilidade é apontada para 2030. O custo inicialmente projetado pelo Congresso é de cerca de US$ 300 milhões por aeronave, mas o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general David Allvin, declarou que o objetivo é produzir o F-47 por um valor inferior ao do F-22. A Força Aérea pretende adquirir pelo menos 200 unidades, enquanto a Marinha e possivelmente os Marines planejam o F/A-XX, com quase 500 aeronaves de sexta geração somadas após a conclusão das entregas.
O desenvolvimento naval avança de maneira mais lenta e enfrenta restrições financeiras. O programa F/A-XX foi colocado em segundo plano no início de 2025 para priorizar o F-47, mas o material informa que o Congresso retomou seu financiamento em 2026, acrescentando quase US$ 900 milhões ao orçamento. Mesmo com essa recomposição, parlamentares citados na origem avaliam que os dois programas só deverão alcançar plena capacidade operacional em meados da década de 2030. A integração de drones autônomos é outro componente central: a expectativa é que cada caça tripulado opere com pelo menos duas plataformas não tripuladas, formando equipes capazes de ampliar sensores, armamentos e presença no espaço aéreo sem aumentar na mesma proporção o risco para pilotos.
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