Estados Unidos e Turquia lideram ranking de drones de combate
Os Estados Unidos e a Turquia aparecem no topo de um levantamento sobre as maiores frotas conhecidas de drones de combate, com estimativas de 444 e 443 aeronaves não tripuladas, respectivamente. O ranking é seguido por Irã, com 328 unidades, Arábia Saudita, com 306, e China, com 160. A comparação, porém, depende dos critérios utilizados para definir uma aeronave não tripulada, já que alguns levantamentos incluem plataformas reutilizáveis de maior porte, enquanto outros também contabilizam munições vagantes e drones descartáveis. O material destaca ainda que a Força Aérea dos Estados Unidos informou ao Senado, em maio, que sua frota ativa havia diminuído em pelo menos 135 aeronaves.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 16 de outubro de 2026 às 22:36 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia

Os Estados Unidos e a Turquia aparecem no topo de um levantamento sobre as maiores frotas conhecidas de drones de combate, com estimativas de 444 e 443 aeronaves não tripuladas, respectivamente. O ranking é seguido por Irã, com 328 unidades, Arábia Saudita, com 306, e China, com 160. A comparação, porém, depende dos critérios utilizados para definir uma aeronave não tripulada, já que alguns levantamentos incluem plataformas reutilizáveis de maior porte, enquanto outros também contabilizam munições vagantes e drones descartáveis. O material destaca ainda que a Força Aérea dos Estados Unidos informou ao Senado, em maio, que sua frota ativa havia diminuído em pelo menos 135 aeronaves.
A lista considera principalmente veículos aéreos não tripulados capazes de cumprir missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e ataque a distância. Entre os sistemas associados aos Estados Unidos estão o MQ-9A Reaper, o MQ-1C Gray Eagle e o RQ-4 Global Hawk. A Turquia aparece com os modelos Bayraktar TB2 e TB3, Akıncı, Anka e Aksungur. No caso iraniano, são citados o Shahed-129, o Mohajer-6 e a série Ababil. A Arábia Saudita opera, segundo a relação apresentada, plataformas CH-4, CH-5 e Wing Loong II. A China aparece com modelos como Wing Loong II, GJ-11 Sharp Sword e as séries CH-4 e CH-5.
As posições seguintes são ocupadas por Rússia, com 105 aeronaves estimadas, Paquistão, com 95, Egito, com 32, Polônia, com 34, e França, com 16. A fonte ressalta que números desse tipo não formam uma medida absoluta do poder aéreo. Um drone reutilizável equipado com radar, sensores de inteligência eletrônica e munições guiadas possui função e valor muito diferentes dos pequenos aparelhos de visão em primeira pessoa ou das munições vagantes, projetados para atingir um alvo e ser destruídos. Somar essas categorias seria semelhante a combinar a quantidade de caças de um país com seu estoque de foguetes lançados por tropas terrestres.
A diferença de custo entre essas plataformas também é expressiva. Um veículo aéreo não tripulado de entrada pode custar entre US$ 1 milhão e mais de US$ 15 milhões, enquanto modelos como o Global Hawk e o Triton ultrapassam US$ 100 milhões cada. Em contraste, um drone de visão em primeira pessoa usado pela infantaria pode custar apenas alguns milhares de dólares. Os sistemas maiores fornecem patrulha persistente, coleta contínua de informações e capacidade de ataque sem expor diretamente um piloto, enquanto os modelos descartáveis são empregados em grande volume. O texto aponta que a avaliação do poder de combate deve considerar tanto a capacidade individual quanto a possibilidade de reposição industrial.
A guerra na Ucrânia é apresentada como exemplo da transformação dos drones em equipamento cotidiano de infantaria. A indústria ucraniana teria alcançado uma produção aproximada de 7 milhões de drones de visão em primeira pessoa por ano, enquanto a Rússia ampliou sua fabricação para acompanhar esse ritmo, segundo observadores citados. A vida operacional desses aparelhos pode durar apenas uma missão, especialmente diante do uso intenso de sistemas de guerra eletrônica. Para contornar interferências, a Ucrânia desenvolveu drones controlados por fibra óptica, e a Rússia passou a empregar soluções semelhantes. O material também menciona a criação de drones interceptadores e o registro de 33 mil drones russos destruídos em um único mês.
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