C919 da Air China estreia em rota internacional para a Mongólia
O Comac C919 realizou o primeiro voo internacional regular de passageiros desde o início de sua operação comercial, em 2022. A aeronave da Air China, identificada pelo registro B-919Y, voou de Pequim, na China, para Ulan Bator, capital da Mongólia, em uma operação que amplia o alcance demonstrado pelo jato chinês além do mercado doméstico. A rota começou em 12 de agosto e passou a ser operada diariamente, com um voo de ida e volta por dia. A estreia representa uma etapa relevante para a COMAC, fabricante do modelo, que busca consolidar o C919 no segmento de aeronaves comerciais de corredor único.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 13 de agosto de 2026 às 03:17 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Ulan Bator, Mongólia · 47.8864, 106.9057

O Comac C919 realizou o primeiro voo internacional regular de passageiros desde o início de sua operação comercial, em 2022. A aeronave da Air China, identificada pelo registro B-919Y, voou de Pequim, na China, para Ulan Bator, capital da Mongólia, em uma operação que amplia o alcance demonstrado pelo jato chinês além do mercado doméstico. A rota começou em 12 de agosto e passou a ser operada diariamente, com um voo de ida e volta por dia. A estreia representa uma etapa relevante para a COMAC, fabricante do modelo, que busca consolidar o C919 no segmento de aeronaves comerciais de corredor único.
De acordo com a programação divulgada, o voo de ida parte do Aeroporto Internacional Capital de Pequim às 15h e chega a Ulan Bator às 17h15. No sentido contrário, a aeronave deixa a capital mongol às 18h30 e pousa em Pequim às 20h35. Os horários correspondem à operação identificada pelos números CA723 e CA724. Antes da substituição pelo C919, a Air China utilizava um Boeing 737 MAX 8 na ligação diária entre as duas cidades. A mudança coloca o novo jato chinês em uma rota internacional regular, ainda que de curta distância, fora do território da China continental.
O C919 foi desenvolvido pela Commercial Aircraft Corporation of China, conhecida pela sigla COMAC, para competir no mercado de aviões de corredor único com modelos como o Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX. Antes da estreia em Ulan Bator, o avião já era empregado em serviços regulares entre cidades chinesas e Hong Kong. A Air China também havia iniciado operações regulares com o modelo nessa ligação, enquanto a China Eastern Airlines e a China Southern Airlines estão entre as demais companhias que receberam o jato. A expansão para a Mongólia fornece à fabricante uma referência operacional em um mercado internacional regular de passageiros.
Apesar do avanço, a frota do C919 ainda é pequena quando comparada à escala alcançada pelos concorrentes ocidentais. Até agosto, a COMAC havia entregue menos de quarenta unidades, segundo o material de origem. A Air China recebeu 12 aeronaves do modelo e indicou planos de ampliar gradualmente sua frota. A operação internacional pode contribuir para ampliar a experiência acumulada com o avião em diferentes ambientes de serviço, mas o material não informa mudanças específicas em certificações, desempenho ou aceitação comercial decorrentes do voo para a Mongólia. Também há expectativa de que o modelo seja empregado futuramente em outros mercados de curta distância na Ásia Central e no Sudeste Asiático.
A família C919 também está avançando com o desenvolvimento de novas variantes. Em 29 de julho, a COMAC realizou em Xangai o primeiro voo de testes do protótipo do C919-600, versão desenvolvida em conjunto com a Tibet Airlines. O voo durou uma hora e 59 minutos, e, segundo a fabricante, o protótipo cumpriu todas as manobras previstas para aquela etapa de ensaios. O C919-600 foi projetado para transportar entre 140 e 160 passageiros. A COMAC classificou o teste como um passo significativo no desenvolvimento da série, mas o material não informa uma data de entrada em serviço ou eventual certificação da nova variante.
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