Boeing desmonta 777X antes do primeiro voo devido a atrasos
A Boeing desmontou parcialmente um exemplar do 777-9 antes que a aeronave deixasse a fábrica ou entrasse em serviço. Identificado como WH007, o avião permaneceu por cerca de seis anos no complexo da fabricante em Everett, nos Estados Unidos, depois de ser produzido em 2019. A decisão ocorreu em meio aos atrasos na certificação do 777X e à necessidade de adaptar dezenas de jatos construídos antecipadamente às exigências e modificações acumuladas durante o desenvolvimento. Segundo o material, os custos relacionados ao programa já ultrapassaram US$ 15 bilhões, incluindo uma cobrança adicional de US$ 4,9 bilhões registrada nos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 13:42 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Boeing Everett Factory (767/777/777X) · 47.9253, -122.2010

A Boeing desmontou parcialmente um exemplar do 777-9 antes que a aeronave deixasse a fábrica ou entrasse em serviço. Identificado como WH007, o avião permaneceu por cerca de seis anos no complexo da fabricante em Everett, nos Estados Unidos, depois de ser produzido em 2019. A decisão ocorreu em meio aos atrasos na certificação do 777X e à necessidade de adaptar dezenas de jatos construídos antecipadamente às exigências e modificações acumuladas durante o desenvolvimento. Segundo o material, os custos relacionados ao programa já ultrapassaram US$ 15 bilhões, incluindo uma cobrança adicional de US$ 4,9 bilhões registrada nos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025.
A família 777X foi lançada oficialmente no Salão de Dubai de 2013, com 259 pedidos de quatro companhias aéreas. O projeto foi concebido como uma evolução do 777, combinando motores GE9X, da GE Aerospace, com uma nova asa de material composto e pontas dobráveis. Esse mecanismo permitiria ampliar a envergadura durante o voo sem impedir a operação em aeroportos preparados para aeronaves de dimensões compatíveis com o 777 tradicional. A Boeing pretendia iniciar a produção em 2017 e entregar os primeiros aviões em 2020, mas o programa ainda não havia obtido a certificação quando o material foi produzido.
O 777-8 foi projetado para transportar de 350 a 425 passageiros em configuração de duas classes, com alcance de até 9.500 milhas náuticas. Já o 777-9 teria capacidade típica de 375 a 450 passageiros e alcance máximo de 8.000 milhas náuticas. A família também inclui o 777-8F, uma versão cargueira com alcance previsto de 5.000 milhas náuticas e carga útil de 242.507 libras. A fabricante projetou o conjunto para ocupar o segmento de grandes jatos bim motores de longo alcance, enquanto preservava a compatibilidade operacional com a infraestrutura aeroportuária existente.
A certificação, inicialmente esperada para período muito anterior, agora é projetada para 2027, de acordo com o conteúdo fornecido. Isso representa um atraso de pelo menos sete anos em relação à expectativa de entrega aos primeiros clientes. A carteira de pedidos teria crescido para 730 aeronaves, incluindo encomendas de Emirates, Qatar Airways, Lufthansa, Etihad Airways, Singapore Airlines, Cathay Pacific, British Airways e outras empresas. A Emirates aparece como a maior cliente listada, com 321 unidades, enquanto a Qatar Airways registra 124 pedidos. O volume de compromissos levou a Boeing a adiantar a fabricação de aviões antes da aprovação final, deixando aproximadamente 30 fuselagens paradas em Everett.
A produção antecipada, embora utilizada anteriormente pela Boeing em programas como 767, 777 e 787, exige um processo chamado pela empresa de “incorporação de mudanças”. Aeronaves mais antigas precisam receber atualizações para refletir alterações estruturais, técnicas e de configuração definidas durante os testes e a certificação. O presidente-executivo Kelly Ortberg afirmou que o volume de trabalho varia conforme a data de fabricação: quanto mais antigo o avião, maior tende a ser a quantidade de modificações necessárias e o tempo de execução. No caso do WH007, o esforço foi considerado grande demais para justificar a reconfiguração, e o jato parcialmente montado acabou desmantelado.
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