Boeing 767 alcança até 68 milhas por galão por assento
A eficiência do Boeing 767 não pode ser avaliada adequadamente pelo consumo total de combustível, embora essa conversão ajude a dimensionar seu desempenho. Em cruzeiro, a aeronave queima aproximadamente 1.600 galões de querosene por hora. Em um voo doméstico de cinco horas, com cerca de 2.500 milhas de distância, o consumo chega a aproximadamente 8.000 galões. Considerando apenas a aeronave, o resultado seria de cerca de 0,3 milha por galão, mas essa medida ignora que o jato transporta mais de 200 pessoas simultaneamente. Por isso, a aviação comercial utiliza principalmente a métrica de milhas-assento disponíveis por galão, que relaciona a distância percorrida à quantidade de assentos oferecidos.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 20 de outubro de 2026 às 18:07 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Boeing Everett Factory (767/777/777X) · 47.9253, -122.2010

A eficiência do Boeing 767 não pode ser avaliada adequadamente pelo consumo total de combustível, embora essa conversão ajude a dimensionar seu desempenho. Em cruzeiro, a aeronave queima aproximadamente 1.600 galões de querosene por hora. Em um voo doméstico de cinco horas, com cerca de 2.500 milhas de distância, o consumo chega a aproximadamente 8.000 galões. Considerando apenas a aeronave, o resultado seria de cerca de 0,3 milha por galão, mas essa medida ignora que o jato transporta mais de 200 pessoas simultaneamente. Por isso, a aviação comercial utiliza principalmente a métrica de milhas-assento disponíveis por galão, que relaciona a distância percorrida à quantidade de assentos oferecidos.
Um Boeing 767-300ER configurado com 218 assentos e consumindo 8.000 galões em uma viagem de 2.500 milhas alcança aproximadamente 68 milhas-assento por galão. Em uma comparação simplificada por passageiro, isso equivale a cerca de 68 milhas por galão para cada pessoa transportada, desempenho superior ao de muitos automóveis. O resultado, porém, varia conforme a configuração interna e a ocupação do voo. Uma aeronave com cabine de alta densidade terá mais assentos para dividir o consumo, enquanto uma configuração com mais espaço para classes premium e menos lugares apresentará eficiência inferior. A taxa de ocupação também altera o resultado real por passageiro.
Dados de 2010 do Bureau of Transportation Statistics, organizados por tipo de aeronave e companhia aérea dos Estados Unidos, mostram diferenças relevantes entre as versões do 767. O 767-200ER registrou índices entre 48,67 e 60,58 milhas-assento por galão, dependendo da operadora. Já o 767-300ER variou de 59,91 a 64,51. A versão maior se beneficia da fuselagem alongada e da capacidade adicional de assentos, distribuindo um consumo semelhante por um número maior de passageiros. A densidade da cabine e o perfil das rotas ajudam a explicar as diferenças entre empresas. Voos curtos tendem a ser menos eficientes porque decolagem e subida, fases de maior consumo, representam uma parcela proporcionalmente maior da viagem.
Na comparação com aeronaves de corredor único do mesmo período, o 767 apresenta índices inferiores. O Boeing 757-200 ficou entre 67,28 e 74,79 milhas-assento por galão, enquanto o 737-800 variou de 74,28 a 78,65. O Airbus A320 alcançou números entre 70,49 e 74,38, e o A321 chegou a 76,29 em uma das operações analisadas. O 757-300, em configuração de alta densidade, atingiu 83,53, o maior índice do conjunto. O 767-200ER teve desempenho semelhante apenas ao de uma versão mais antiga da família DC-9, que registrou entre 50,01 e 54,13. A comparação, contudo, não elimina a diferença de missão: o 767 foi projetado para transportar mais passageiros em distâncias maiores, incluindo rotas transatlânticas.
O consumo total do 767 é maior que o de um 737 porque seus motores e sua estrutura são maiores, além de a fuselagem larga produzir mais arrasto. Ainda assim, a avaliação por passageiro pode ser competitiva quando a aeronave opera próxima da capacidade. Um 767-300ER com 218 assentos e ocupação de 85% levaria aproximadamente 185 passageiros, enquanto um 737-800 com 162 assentos e a mesma taxa transportaria cerca de 138. Em um voo com muitos assentos vazios, porém, a vantagem desaparece, pois o consumo permanece praticamente o mesmo e é dividido por menos pessoas. Essa característica contribuiu para a substituição de 767 em algumas rotas domésticas por aeronaves menores, quando a demanda não justificava um widebody.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Airbus eleva lucro e entrega 547 aeronaves até setembro
A Airbus registrou lucro líquido de 1,34 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, avanço de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita consolidada entre julho e setembro foi de 17,5 bilhões de euros, uma redução de 2% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, a receita chegou a 50,6 bilhões de euros, crescimento de 7%. Entre janeiro e setembro, a fabricante entregou 547 aeronaves comerciais, contra 507 no mesmo intervalo de 2025, e manteve a previsão de concluir o ano com aproximadamente 870 aviões entregues, desde que não ocorram novas interrupções relevantes nas condições consideradas pela empresa.
IND · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Airbus mantém meta de entregas apesar de queda nos resultados do terceiro trimestre
A Airbus manteve a previsão de entregar cerca de 870 aeronaves comerciais em 2026, mesmo após registrar redução nas entregas e nos resultados do terceiro trimestre. No período, os ganhos da divisão de aeronaves comerciais recuaram 12%, para €1,38 bilhão. A fabricante também preservou suas metas de aumento da produção, indicando que continua planejando uma aceleração das entregas nos meses finais do ano. A companhia atribuiu parte do desempenho mais fraco ao menor número de aviões comerciais entregues e a efeitos de composição do mix de produtos.