Austrália adia quarta esquadrilha de caças F-35
A Austrália adiou a compra de uma quarta esquadrilha de caças F-35A Lightning II, em vez de concluir imediatamente o plano que prevê até 100 aeronaves. O país já recebeu os 72 aviões contratados e declarou a capacidade operacional plena de sua frota. Com três esquadrilhas de F-35 em atividade, o governo australiano decidiu prolongar a utilização dos 24 F/A-18F Super Hornets até a década de 2040. A medida libera recursos originalmente associados à substituição desses aviões para a aquisição de mísseis de longo alcance e outros sistemas. A possibilidade de comprar os 28 F-35 restantes continua aberta, mas a demora poderá permitir que Canberra avalie alternativas de próxima geração.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 25 de outubro de 2026 às 01:57 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Austrália · -25.0000, 133.0000

A Austrália adiou a compra de uma quarta esquadrilha de caças F-35A Lightning II, em vez de concluir imediatamente o plano que prevê até 100 aeronaves. O país já recebeu os 72 aviões contratados e declarou a capacidade operacional plena de sua frota. Com três esquadrilhas de F-35 em atividade, o governo australiano decidiu prolongar a utilização dos 24 F/A-18F Super Hornets até a década de 2040. A medida libera recursos originalmente associados à substituição desses aviões para a aquisição de mísseis de longo alcance e outros sistemas. A possibilidade de comprar os 28 F-35 restantes continua aberta, mas a demora poderá permitir que Canberra avalie alternativas de próxima geração.
Os F/A-18 Hornets de primeira geração da Austrália já foram totalmente retirados de serviço. Parte dessas aeronaves foi vendida ao Canadá, que empregou os aviões completos e peças para manter sua própria frota envelhecida em operação. Os Super Hornets, por outro lado, foram adquiridos inicialmente como uma solução provisória para evitar uma lacuna de capacidade entre os antigos F-111, os Hornets legados e a chegada atrasada dos F-35. A intenção anterior era aposentá-los por volta de 2027, mas a decisão de modernizá-los e mantê-los ativos mudou o planejamento da força de combate australiana.
A frota australiana também inclui 12 aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, operadas pelo Esquadrão nº 6 na Base RAAF Amberley. O material destaca que a Austrália é o único operador, fora da Marinha dos Estados Unidos, de aeronaves dedicadas a essa função. Embora não esteja definido se os F-35 substituirão os Growlers no futuro, o caça possui capacidades próprias relevantes de guerra eletrônica. Avaliações mencionadas no material indicaram desempenho superior do F-35 em comparação com combinações formadas por Super Hornets equipados com Growlers e caças Gripen apoiados por aeronaves GlobalEye, inclusive em cenários nos quais o F-35 atuava isoladamente.
A justificativa apresentada pelo ministro australiano da Indústria de Defesa, Pat Conroy, combina dois argumentos: os Super Hornets continuam realizando seu trabalho de forma satisfatória, e o F-35 revelou-se mais capaz do que se imaginava inicialmente. Assim, a quantidade atual de caças furtivos é considerada suficiente para atender às necessidades presentes, reduzindo a pressão pela compra imediata de uma quarta esquadrilha. A Austrália recebeu seu último F-35 em dezembro de 2024 e tornou-se o maior cliente estrangeiro do programa em número de aeronaves entregues. Cerca de 1.300 F-35 de todas as versões já foram entregues pela Lockheed Martin a clientes de diferentes países.
A decisão, contudo, permanece sujeita a mudanças políticas e tecnológicas. Em março de 2025, a Coalizão australiana prometeu elevar a frota para 100 F-35 caso vencesse as eleições federais, mas perdeu o pleito, e o governo trabalhista manteve a orientação de postergar a aposentadoria dos Super Hornets. O adiamento também abre espaço para avaliar o desenvolvimento do drone de apoio leal Boeing Australia MQ-28 Ghost Bat e possíveis aeronaves de combate de nova geração. A Austrália anunciou que estudava participar do programa Tempest/GCAP, desenvolvido por Reino Unido, Japão e Itália, previsto para entrar em serviço em 2035. Esse projeto é apontado como possível substituto futuro dos Super Hornets, enquanto a decisão australiana sobre os F-35 restantes pode ser tomada mais adiante, na década de 2030.
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