Airbus precisa entregar 99 aviões por mês para cumprir meta de 2026
A Airbus entregou 57 aviões comerciais em agosto, o pior resultado do verão no hemisfério Norte, e chegou a 475 aeronaves transferidas aos clientes nos oito primeiros meses de 2026. Para cumprir a meta anual de 870 unidades anunciada aos investidores, a fabricante precisará entregar outras 395 aeronaves entre setembro e dezembro, o equivalente a quase 99 aviões por mês. Esse ritmo representa uma aceleração expressiva em relação à média pouco superior a 59 entregas mensais registrada até agosto e ainda não foi alcançado pela empresa em nenhum momento do ano. O principal obstáculo, segundo o material, está na cadeia de suprimentos, e não na falta de encomendas ou de demanda das companhias aéreas.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 5 de outubro de 2026 às 12:46 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Airbus FAL Toulouse - Jean-Luc Lagardere (A320/A350) · 43.6294, 1.3638

A Airbus entregou 57 aviões comerciais em agosto, o pior resultado do verão no hemisfério Norte, e chegou a 475 aeronaves transferidas aos clientes nos oito primeiros meses de 2026. Para cumprir a meta anual de 870 unidades anunciada aos investidores, a fabricante precisará entregar outras 395 aeronaves entre setembro e dezembro, o equivalente a quase 99 aviões por mês. Esse ritmo representa uma aceleração expressiva em relação à média pouco superior a 59 entregas mensais registrada até agosto e ainda não foi alcançado pela empresa em nenhum momento do ano. O principal obstáculo, segundo o material, está na cadeia de suprimentos, e não na falta de encomendas ou de demanda das companhias aéreas.
O desempenho mensal mostra uma desaceleração progressiva: foram 89 entregas em junho, 67 em julho e 57 em agosto. Mais de 31 clientes receberam aeronaves no último mês, principalmente modelos de corredor único. A composição incluiu 16 A320neo, 26 A321neo, um A319neo e dez A220-300. Apenas quatro aviões de fuselagem larga foram entregues. Mesmo com a queda recente, a Airbus manteve vantagem de 57 aeronaves sobre a Boeing no acumulado do ano. A rival norte-americana entregou 51 aviões em agosto e alcançou 418 unidades até o mesmo período. A Airbus também informou que suas entregas permaneciam 9% acima do nível observado no mesmo ponto de 2025.
A fabricante europeia costuma concentrar uma parcela significativa das entregas no quarto trimestre, segundo declaração do presidente-executivo Guillaume Faury citada no material. Nos anos anteriores, porém, a empresa reduziu suas metas quando os problemas de fornecimento se agravaram. Em 2024, o objetivo caiu de 800 para 770 aviões, mas o resultado final foi de 766. Em 2025, a previsão inicial foi reduzida para 790 unidades, e a Airbus terminou com 793 entregas. Em 2026, a meta de 870 aeronaves ainda não havia sido revista, deixando a companhia dependente de uma forte aceleração no fim do ano. Para isso, será necessário superar o histórico recente sem que a rede de fornecedores provoque novas interrupções.
O maior entrave citado envolve os motores Pratt & Whitney GTF usados na família A320neo. Centenas de aeronaves desse grupo permanecem paradas no mundo à espera de reparos, enquanto os prazos de manutenção em oficinas especializadas ultrapassam 250 dias. O problema pode deixar aviões praticamente completos aguardando apenas seus motores e também levou companhias aéreas a desmontar aeronaves quase novas para recuperar componentes. Embora uma versão redesenhada do motor tenha recebido certificação europeia em abril, a transição da produção não deverá ser concluída antes do primeiro semestre de 2028. Portanto, o material indica que a restrição continuará afetando a capacidade de entrega durante os meses finais de 2026.
Os programas de fuselagem larga também oferecem pouca margem para compensar o gargalo dos modelos de corredor único. A produção do A350 permanece próxima de seis aeronaves por mês desde 2021, abaixo da meta de dez mensais prevista para 2026. A Airbus entregou 26 unidades do modelo no primeiro semestre e apenas três A350-1000 em agosto. Já o A330 sofreu uma interrupção adicional: as entregas foram suspensas em junho e julho depois que uma ferramenta foi encontrada dentro da cauda horizontal de uma aeronave durante uma inspeção. Em agosto, apenas um A330-900 foi entregue à Starlux Airlines, e o total anual do programa chegou a 11 unidades, 31% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
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