Airbus precisa acelerar entregas para alcançar meta de 2026
A Airbus terá de elevar significativamente o ritmo de entregas no último trimestre de 2026 para atingir sua meta anual de aproximadamente 870 aeronaves comerciais. Até o fim de setembro, a fabricante europeia havia entregue 547 aviões, deixando 323 unidades pendentes. Para fechar a conta dentro do ano, seria necessário alcançar uma média próxima de 108 entregas mensais entre outubro e dezembro, acima do desempenho registrado nos meses anteriores. A companhia, porém, manteve oficialmente o objetivo de 870 aeronaves em seu guidance divulgado nos resultados dos nove primeiros meses do ano.
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A Airbus terá de elevar significativamente o ritmo de entregas no último trimestre de 2026 para atingir sua meta anual de aproximadamente 870 aeronaves comerciais. Até o fim de setembro, a fabricante europeia havia entregue 547 aviões, deixando 323 unidades pendentes. Para fechar a conta dentro do ano, seria necessário alcançar uma média próxima de 108 entregas mensais entre outubro e dezembro, acima do desempenho registrado nos meses anteriores. A companhia, porém, manteve oficialmente o objetivo de 870 aeronaves em seu guidance divulgado nos resultados dos nove primeiros meses do ano.
Em setembro, a Airbus entregou 72 aeronaves a 37 clientes, uma recuperação em relação às 57 unidades transferidas em agosto. O resultado também ficou próximo dos 73 aviões entregues no mesmo mês de 2025, embora o acumulado dos nove primeiros meses de 2026 tenha superado o registrado no período equivalente do ano anterior, quando a empresa havia entregue 507 aeronaves. Em junho de 2026, foram 67 entregas. Os números mostram melhora pontual, mas ainda distante do ritmo necessário para cumprir a projeção anual sem uma aceleração expressiva no fim do exercício.
Entre as entregas de setembro esteve o primeiro avião da família A320 montado na segunda linha de montagem final da Airbus em Tianjin, na China. Tratava-se de um A320neo destinado à China Eastern Airlines, entregue em 22 de setembro. A expansão da produção nessa unidade integra o contexto industrial do programa A320, embora o material não informe que essa instalação, isoladamente, seja responsável pela aceleração necessária para o cumprimento da meta global. As entregas do mês também incluíram aeronaves para companhias como Delta Air Lines, British Airways e Emirates.
O desempenho do A330neo permaneceu como um ponto de atenção. Em setembro, foram entregues dois aviões desse modelo e três A350s, enquanto as projeções anteriores indicavam uma meta de cerca de quatro A330neos por mês, com aumento para cinco mensais em 2029. Não houve entrega de A330neo em junho ou julho, e apenas uma unidade foi transferida em agosto, para a Starlux Airlines. No mesmo período, funcionários da Airbus passaram a inspecionar os A330neo em suas instalações após a identificação de uma ferramenta dentro da estrutura de uma aeronave durante uma verificação anterior à entrega.
A fabricante informou ter contatado algumas companhias aéreas para solicitar inspeções adicionais durante manutenções programadas, como medida preventiva. Um grupo específico de A330neos produzidos entre 2021 e julho de 2026 foi selecionado para verificações complementares, que poderiam se tornar obrigatórias posteriormente. O material não confirma que o problema tenha causado acidentes ou interrupções operacionais, nem estabelece uma causa mais ampla para o ritmo de entregas. Em paralelo, a Airbus recebeu 17 pedidos em setembro, seu menor total mensal do ano, incluindo 15 A320neos da Air Cairo e dois A321neos da FlyOne Armenia. Em agosto, foram 67 pedidos; em julho, 204; e em junho, 71.

