Airbus conclui testes de taxiamento autônomo com A350 em Paris
A Airbus encerrou um programa de três anos dedicado ao desenvolvimento de operações automatizadas em solo com aeronaves comerciais. A etapa final do projeto Optimate incluiu ensaios com um A350 equipado com sensores no aeroporto Paris-Charles de Gaulle, em julho de 2026, durante um período de alta movimentação operacional. Ao todo, a campanha acumulou 30 horas de testes. Segundo a fabricante, os resultados demonstraram a capacidade de realizar o taxiamento de forma autônoma e segura, mas ainda não existe uma data anunciada para a introdução comercial da tecnologia.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 26 de outubro de 2026 às 17:19 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Paris · 48.8566, 2.3522

A Airbus encerrou um programa de três anos dedicado ao desenvolvimento de operações automatizadas em solo com aeronaves comerciais. A etapa final do projeto Optimate incluiu ensaios com um A350 equipado com sensores no aeroporto Paris-Charles de Gaulle, em julho de 2026, durante um período de alta movimentação operacional. Ao todo, a campanha acumulou 30 horas de testes. Segundo a fabricante, os resultados demonstraram a capacidade de realizar o taxiamento de forma autônoma e segura, mas ainda não existe uma data anunciada para a introdução comercial da tecnologia.
O programa foi conduzido pela Airbus UpNext e teve como objetivo avaliar uma missão automatizada do tipo gate-to-gate, expressão que abrange as diferentes etapas do deslocamento e da operação da aeronave entre posições no aeroporto. A pesquisa concentrou-se especialmente no movimento em solo, mas também examinou recursos de assistência ao piloto, proteção dinâmica da trajetória e comunicação digital com o ambiente aeroportuário e o controle de tráfego aéreo. A proposta é combinar automação e apoio à tripulação sem que o material apresentado indique uma substituição imediata dos pilotos.
Durante parte da campanha, a Airbus utilizou o veículo experimental elétrico Optibus, equipado com uma réplica virtual do cockpit do A350. Esse equipamento permitiu testar funções e cenários de automação antes da validação em uma aeronave real. O desenvolvimento ocorreu em Toulouse-Blagnac e em Paris-Charles de Gaulle, incluindo operações em pistas de táxi ativas. Essa combinação entre testes controlados e atividades em um aeroporto de grande circulação buscou verificar o comportamento dos sistemas em condições mais próximas da operação cotidiana.
A fase realizada em Charles de Gaulle representou a principal demonstração do sistema em um ambiente operacional real. Em julho de 2026, o A350 utilizado nos ensaios operou em um momento de pico no aeroporto francês, com sensores e recursos destinados a orientar o deslocamento autônomo. As informações disponíveis afirmam que os testes transcorreram conforme o planejado e que a tecnologia foi considerada apta a avançar após a campanha experimental. O material, porém, não apresenta certificação operacional, autorização para uso rotineiro por companhias aéreas ou um calendário para entrada em serviço.
O Optimate foi estruturado em quatro frentes principais: automação do taxiamento, assistência ao piloto, proteção da trajetória e colaboração digital com o controle de tráfego aéreo e o ecossistema aeroportuário. A proteção dinâmica pretende apoiar a aeronave na manutenção de uma rota segura durante o deslocamento, enquanto os recursos de comunicação digital buscam melhorar a troca de informações com as estruturas em terra. A Airbus relaciona o trabalho a uma linha mais ampla de pesquisas em automação, que inclui os demonstradores DragonFly e ATTOL, embora o encerramento do Optimate não represente, por si só, a adoção comercial desses sistemas.
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