Air Canada encomenda oito A350-1000 para rotas ultralongas
A Air Canada encomendou oito aeronaves Airbus A350-1000, com entregas previstas a partir de 2030, em um movimento que deve transformar sua frota de longo curso. O modelo passará a complementar os Airbus A321XLR que já estão ingressando na companhia e poderá assumir o posto de principal aeronave da empresa em voos ultralongos. A decisão também representa uma mudança relevante em relação à dependência histórica dos Boeing 777-300ER, utilizados pela Air Canada em diversas rotas intercontinentais. Segundo o material, o A350-1000 oferece maior alcance, eficiência e capacidade operacional para atender trechos em que o 777 enfrenta restrições de peso, especialmente quando precisa transportar combustível adicional para contornar áreas de espaço aéreo fechado.
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A Air Canada encomendou oito aeronaves Airbus A350-1000, com entregas previstas a partir de 2030, em um movimento que deve transformar sua frota de longo curso. O modelo passará a complementar os Airbus A321XLR que já estão ingressando na companhia e poderá assumir o posto de principal aeronave da empresa em voos ultralongos. A decisão também representa uma mudança relevante em relação à dependência histórica dos Boeing 777-300ER, utilizados pela Air Canada em diversas rotas intercontinentais. Segundo o material, o A350-1000 oferece maior alcance, eficiência e capacidade operacional para atender trechos em que o 777 enfrenta restrições de peso, especialmente quando precisa transportar combustível adicional para contornar áreas de espaço aéreo fechado.
A perda do acesso aos corredores siberianos alterou significativamente as operações entre a América do Norte e a Ásia. Depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia proibiram aeronaves russas em seus espaços aéreos. A Rússia respondeu restringindo o acesso de países alinhados à Otan ao seu próprio espaço aéreo. Como as rotas de grande círculo entre a América do Norte e a Ásia frequentemente passam pelo Ártico e pelo leste russo, o bloqueio obrigou as companhias afetadas a adotar trajetórias mais longas. Para a Air Canada, isso significou mudanças de rota, maior consumo de combustível e maior dificuldade para manter a carga comercial e todos os assentos disponíveis.
O material cita o trecho entre Vancouver e Nova Délhi como exemplo dessa pressão operacional. A rota, que antes podia ser cumprida sem escalas em aproximadamente 14 horas, passou a exigir cerca de 15,5 horas no itinerário atual. Em determinado momento, o serviço também recebeu uma parada em Londres, transformando a viagem em dois segmentos de aproximadamente nove e oito horas, além do tempo em solo. Entre Toronto e Nova Délhi, a distância operacional aumentou em relação ao trajeto de grande círculo, enquanto o tempo de voo passou de cerca de 14 para 16,5 horas. Voos entre Toronto e Mumbai chegaram a exigir escalas em Frankfurt ou Londres e, posteriormente, deixaram de ser operados dessa forma, segundo o conteúdo fornecido.
Os desvios também afetaram ligações para o leste da Ásia. Voos entre Vancouver e Hong Kong passaram a seguir mais para o leste, sobre o Alasca e por uma rota próxima ao território russo no mar de Bering. O material estima que esses trajetos podem acrescentar cerca de 10% à distância total, com impacto de várias horas no tempo de voo. O combustível extra eleva o peso de decolagem e, como o limite máximo da aeronave permanece inalterado, pode obrigar a empresa a restringir passageiros e carga. Um Boeing 777-300ER pesado também pode precisar voar inicialmente em altitudes menores, com maior arrasto e consumo, enquanto o tempo adicional de operação aumenta despesas com tripulação, manutenção e eventuais períodos de descanso regulamentares.

