Abastecimento com Jet A é apontado em acidente de Cessna 421
O relatório final do NTSB apontou o abastecimento com combustível inadequado como causa provável do acidente envolvendo um Cessna 421. A aeronave recebeu 145 galões de Jet A, combustível destinado a motores a turbina, em vez de 100LL, a gasolina de aviação exigida pelo modelo. Após a decolagem, o avião perdeu potência nos motores e não conseguiu manter altitude. O piloto realizou um pouso forçado em um milharal situado a cerca de duas milhas do aeroporto, e a aeronave sofreu danos substanciais na estrutura. O caso foi identificado no relatório do NTSB pelo número ERA26LA314.
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- Fonte
- AVweb
- Data
- 23 de outubro de 2026 às 15:45 UTC
- Categoria
- Incidentes e Seguranca (SEG)
- Maturidade
- Nota
Nota editorial
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O relatório final do NTSB apontou o abastecimento com combustível inadequado como causa provável do acidente envolvendo um Cessna 421. A aeronave recebeu 145 galões de Jet A, combustível destinado a motores a turbina, em vez de 100LL, a gasolina de aviação exigida pelo modelo. Após a decolagem, o avião perdeu potência nos motores e não conseguiu manter altitude. O piloto realizou um pouso forçado em um milharal situado a cerca de duas milhas do aeroporto, e a aeronave sofreu danos substanciais na estrutura. O caso foi identificado no relatório do NTSB pelo número ERA26LA314.
Segundo as conclusões do órgão, o erro principal ocorreu durante o reabastecimento, quando o responsável pelo serviço colocou Jet A nos tanques do Cessna 421. A investigação classificou o abastecimento incorreto como a causa provável do acidente, relacionando a perda de potência após a partida à presença do combustível inadequado. O material disponível não indica uma falha mecânica independente como origem do evento. As informações reunidas apresentam o acidente como consequência de uma seleção incorreta de combustível durante uma operação em solo.
O relatório também registrou um fator contribuinte relacionado aos procedimentos realizados antes do voo. O piloto não confirmou de maneira específica que a aeronave havia recebido o combustível correto antes da partida. Entre os elementos citados na cobertura do caso estão a ausência de um pedido explícito por 100LL, a assinatura de um recibo que indicava Jet A e a falta de uma verificação dos tanques após o abastecimento. Essa inspeção, conhecida como drenagem de amostra dos tanques, poderia ter feito parte da checagem pré-voo, mas não foi realizada, segundo as informações disponíveis.
O recibo de combustível teria indicado claramente que o produto fornecido era Jet A, mas a aeronave ainda assim deixou o aeroporto. O episódio evidencia, no contexto descrito pelo material, que a conferência documental e a verificação física do combustível são etapas distintas da preparação para o voo. A identificação no recibo não foi acompanhada pela confirmação de que o combustível nos tanques correspondia ao exigido pelo Cessna 421. A investigação atribuiu ao piloto uma parcela de responsabilidade contributiva por não ter detectado o problema antes da decolagem, sem alterar a conclusão de que o reabastecedor realizou o abastecimento incorreto.
Depois da partida, a aeronave apresentou perda de potência compatível com o uso do combustível errado. Sem conseguir sustentar a altitude, o piloto precisou fazer um pouso forçado em uma área agrícola aproximadamente duas milhas do aeroporto. Os relatos sobre os danos mencionam o suporte do motor direito, a fuselagem e a empenagem, além de descreverem danos substanciais ao conjunto da aeronave. O material fornecido não informa vítimas nem apresenta outras consequências operacionais do acidente. Também não há indicação, nas informações disponíveis, de que o evento tenha sido provocado por condições meteorológicas ou por outro fator externo.
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