A220-300 e E195-E2 disputam custos conforme a rota
Airbus A220-300 e Embraer E195-E2 competem principalmente no segmento de jatos de 120 a 160 assentos, mas não oferecem capacidades idênticas. A conclusão sobre qual aeronave custa menos para operar depende da combinação entre distância, ocupação e métrica utilizada. O A220-300 tende a apresentar menor custo por assento em rotas longas e com alta demanda, enquanto o E195-E2 geralmente leva vantagem no custo total de cada voo em trechos curtos e com menor densidade de passageiros. Ambos utilizam motores turbofan Pratt & Whitney com engrenagens, mas suas diferenças de peso, alcance, capacidade e configuração de cabine alteram o resultado econômico conforme a missão.
Use para compartilhar ou copiar a URL canônica da matéria.
- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 3 de outubro de 2026 às 23:44 UTC
- Categoria
- Fabricantes e Industria (IND)
- Maturidade
- Nota

Airbus A220-300 e Embraer E195-E2 competem principalmente no segmento de jatos de 120 a 160 assentos, mas não oferecem capacidades idênticas. A conclusão sobre qual aeronave custa menos para operar depende da combinação entre distância, ocupação e métrica utilizada. O A220-300 tende a apresentar menor custo por assento em rotas longas e com alta demanda, enquanto o E195-E2 geralmente leva vantagem no custo total de cada voo em trechos curtos e com menor densidade de passageiros. Ambos utilizam motores turbofan Pratt & Whitney com engrenagens, mas suas diferenças de peso, alcance, capacidade e configuração de cabine alteram o resultado econômico conforme a missão.
O E195-E2 acomoda até 146 passageiros. Na família Airbus, o A220-100 chega a 135 assentos, enquanto o A220-300 pode transportar até 160. Por isso, a comparação mais comum ocorre entre o E2 maior e o A220-300, embora o primeiro fique entre as duas variantes da Airbus em capacidade. A configuração interna também pesa: o A220 utiliza cinco assentos por fileira, no arranjo 3-2, enquanto o E2 adota quatro assentos, em 2-2, sem lugar central. Essa diferença ajuda o A220-300 a oferecer mais assentos, mas também significa que uma companhia precisa ter demanda suficiente para ocupar essa capacidade adicional.
O preço de aquisição amplia a vantagem inicial do modelo da Embraer. O A220-100 tem preço de tabela aproximado de US$ 81 milhões, e o A220-300, de US$ 91,5 milhões. Já a família E2 aparece na faixa de US$ 53 milhões a US$ 60 milhões, dependendo da versão. Assim, a diferença de tabela entre um A220-300 e um E195-E2 é de pelo menos US$ 30 milhões. Os valores efetivamente negociados podem ser menores, pois grandes pedidos, relacionamento com o fabricante e condições comerciais influenciam os contratos. Prazo de entrega, suporte local, financiamento e comunalidade de frota também entram na decisão, assim como os custos de treinamento, peças e manutenção associados à introdução de um novo modelo.
No consumo de combustível, a distância do voo é decisiva. O A220 é equipado com o PW1500G, e o E195-E2 utiliza o PW1900G; ambos pertencem à família PW1000G. Em trechos mais longos, análises citadas no material estimam uma vantagem de aproximadamente 11% para o A220-300 no consumo por assento. Sua asa maior e sua capacidade superior permitem distribuir o combustível por mais passageiros, especialmente quando a aeronave passa mais tempo em cruzeiro. Em rotas curtas, contudo, o E195-E2 pode igualar ou superar o Airbus em consumo por assento disponível. Como é mais leve, sofre menor penalidade nas fases de decolagem e subida, que representam uma parcela relevante do gasto em voos de curta duração.
A diferença entre custo por viagem e custo por assento resume o dilema. O A220-300 normalmente tem um custo total de partida maior, mas dilui essa despesa por uma quantidade superior de assentos. Se a aeronave estiver cheia em uma rota longa, o custo por passageiro tende a ser mais baixo. Se partir com muitos lugares vazios, porém, a companhia arca com o custo de uma cabine que não gerou receita. O E195-E2, por ter menor capacidade, menor peso e preço de aquisição inferior, pode produzir resultado financeiro melhor em mercados nos quais a procura é insuficiente para sustentar um A220-300. Campanhas recentes vencidas pela Embraer na LATAM, Finnair, SAS, Porter Airlines e Avelo Airlines são apresentadas como exemplos desse posicionamento, enquanto companhias como Delta, JetBlue, Air Canada e airBaltic estruturaram operações com o A220.
Relacionados
Mesma editoria
Materia
Airbus eleva lucro e entrega 547 aeronaves até setembro
A Airbus registrou lucro líquido de 1,34 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, avanço de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita consolidada entre julho e setembro foi de 17,5 bilhões de euros, uma redução de 2% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses, porém, a receita chegou a 50,6 bilhões de euros, crescimento de 7%. Entre janeiro e setembro, a fabricante entregou 547 aeronaves comerciais, contra 507 no mesmo intervalo de 2025, e manteve a previsão de concluir o ano com aproximadamente 870 aviões entregues, desde que não ocorram novas interrupções relevantes nas condições consideradas pela empresa.
IND · Severidade 1
Mesma editoria
Materia
Airbus mantém meta de entregas apesar de queda nos resultados do terceiro trimestre
A Airbus manteve a previsão de entregar cerca de 870 aeronaves comerciais em 2026, mesmo após registrar redução nas entregas e nos resultados do terceiro trimestre. No período, os ganhos da divisão de aeronaves comerciais recuaram 12%, para €1,38 bilhão. A fabricante também preservou suas metas de aumento da produção, indicando que continua planejando uma aceleração das entregas nos meses finais do ano. A companhia atribuiu parte do desempenho mais fraco ao menor número de aviões comerciais entregues e a efeitos de composição do mix de produtos.