Suécia amplia capacidade do Gripen para ataques em profundidade
A Suécia está estruturando uma capacidade para que seus caças JAS 39 Gripen possam realizar ataques contra alvos militares em profundidade no território russo caso o país seja atacado. O conceito apresentado pela Força Aérea sueca combina a dispersão das aeronaves com o emprego de armas de longo alcance, buscando preservar a capacidade de resposta depois de um eventual ataque inicial. A proposta representa uma ampliação do foco tradicional de defesa aérea, que passa a incluir ações contra a infraestrutura responsável por sustentar uma ofensiva inimiga.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 20 de outubro de 2026 às 20:29 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota

A Suécia está estruturando uma capacidade para que seus caças JAS 39 Gripen possam realizar ataques contra alvos militares em profundidade no território russo caso o país seja atacado. O conceito apresentado pela Força Aérea sueca combina a dispersão das aeronaves com o emprego de armas de longo alcance, buscando preservar a capacidade de resposta depois de um eventual ataque inicial. A proposta representa uma ampliação do foco tradicional de defesa aérea, que passa a incluir ações contra a infraestrutura responsável por sustentar uma ofensiva inimiga.
Segundo o material, a estratégia não se limita à interceptação de aeronaves e mísseis sobre o território sueco. Entre os alvos militares considerados estão bases aéreas, centros de comando, instalações logísticas, radares e sistemas de defesa antiaérea. A finalidade seria atingir estruturas que apoiem uma operação militar russa, reduzindo sua capacidade de conduzir ou manter uma ofensiva. O conceito, conforme descrito, está condicionado à hipótese de um ataque contra a Suécia e não é apresentado como uma indicação de ação ofensiva independente.
A sobrevivência dos Gripen após os primeiros ataques é um elemento central do planejamento. Para isso, a Suécia pretende operar os caças de forma dispersa, utilizando não apenas bases militares convencionais, mas também aeroportos civis e pistas rodoviárias. A distribuição das aeronaves dificultaria a neutralização de toda a frota em um único ataque e permitiria manter parte da capacidade operacional. O material associa essa abordagem à necessidade de preservar aviões, pessoal e meios de apoio suficientes para uma resposta posterior.
A Força Armada sueca também formulou uma exigência para ataques em chamada “profundidade estratégica”, com alcance aproximado de até 2.000 quilômetros. Esse requisito abrangeria alvos localizados muito além da linha de frente e reforçaria a intenção de atingir os elementos mais importantes da estrutura militar adversária. O alcance mencionado aparece como uma meta conceitual e orçamentária, e não como a confirmação de que a Suécia já disponha de um sistema definitivo capaz de cumprir integralmente essa exigência.
O míssil de cruzeiro Taurus KEPD 350 é citado como uma possível solução para essa capacidade de longo alcance e como uma arma compatível com o emprego a partir do Gripen. A reportagem descreve o sistema como destinado a atingir alvos fortificados e profundamente enterrados. Entretanto, o material não informa que o Taurus tenha sido formalmente escolhido como o armamento final do programa, nem apresenta um cronograma confirmado de aquisição ou integração. A associação entre o caça e o míssil, portanto, aparece como parte da avaliação e do planejamento divulgados.
A formulação atribuída ao coronel Carl Bergqvist, chefe do centro sueco dedicado à guerra aérea, indica uma mudança na forma como Estocolmo pretende organizar sua aviação de combate. Em vez de concentrar a missão apenas na proteção do espaço aéreo nacional, o planejamento busca combinar dispersão, sobrevivência e capacidade de ataque contra a infraestrutura militar que sustenta uma agressão. O material não detalha o estágio de implementação, o número de aeronaves envolvidas ou a definição final dos equipamentos, mas evidencia que a Suécia está desenvolvendo um conceito de emprego do Gripen voltado também para ataques de longo alcance.
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