Ryanair prevê combustível de aviação caro até 2028
O CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, afirmou em 8 de outubro de 2026 que os custos do combustível de aviação na Europa podem permanecer elevados por pelo menos mais 12 a 18 meses, com efeitos sobre as tarifas que podem se estender até 2028. Segundo o executivo, o querosene de aviação está cerca de 50% mais caro do que antes do início da guerra envolvendo o Irã. A avaliação foi apresentada durante uma coletiva da Airlines for Europe (A4E), em Bruxelas, e representa, segundo o material, uma das primeiras sinalizações públicas de um dirigente de grande companhia aérea sobre a possibilidade de o choque de custos alcançar 2028.
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- Fonte
- AeroTime
- Data
- 25 de outubro de 2026 às 19:33 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota
- Geolocalização editorial
- Bruxelas · 50.8503, 4.3517
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O CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary, afirmou em 8 de outubro de 2026 que os custos do combustível de aviação na Europa podem permanecer elevados por pelo menos mais 12 a 18 meses, com efeitos sobre as tarifas que podem se estender até 2028. Segundo o executivo, o querosene de aviação está cerca de 50% mais caro do que antes do início da guerra envolvendo o Irã. A avaliação foi apresentada durante uma coletiva da Airlines for Europe (A4E), em Bruxelas, e representa, segundo o material, uma das primeiras sinalizações públicas de um dirigente de grande companhia aérea sobre a possibilidade de o choque de custos alcançar 2028.
O’Leary disse que o principal problema não é a disponibilidade física do combustível, mas o preço. Ele afirmou não esperar uma falta de querosene durante o inverno europeu nem antes do verão de 2027. Ao mesmo tempo, o executivo apontou que o prêmio pago pelo combustível de aviação em relação ao Brent deve continuar elevado, em parte por dificuldades no refino. Analistas haviam alertado para uma possível escassez na Europa no quarto trimestre, mas a avaliação apresentada na coletiva afastou, pelo menos no horizonte mencionado, a hipótese de interrupções de abastecimento como principal risco para as empresas aéreas.
A alta dos preços já vem pressionando as margens das companhias ao longo de 2026. Muitas transportadoras haviam utilizado mecanismos de proteção financeira, conhecidos como hedge, para limitar a exposição às oscilações do combustível, especialmente em relação às necessidades do verão de 2026. Essa cobertura, porém, diminui significativamente a partir de 2027, segundo o material complementar, deixando as empresas mais vulneráveis a novas variações do petróleo e do querosene. Para O’Leary, o setor enfrentará um “enorme desafio de custos” no próximo ano, quando uma parcela maior das necessidades de combustível estará sujeita aos preços de mercado.
O executivo declarou que as companhias aéreas não conseguirão absorver integralmente as despesas adicionais e terão de repassar parte delas aos passageiros. Ele já havia indicado que as tarifas poderiam subir até 20% no verão seguinte, enquanto outras empresas presentes no encontro começaram a elevar os preços dos bilhetes para compensar o combustível mais caro. A pressão pode afetar tanto os resultados financeiros quanto a capacidade oferecida pelas transportadoras. O material também indica que empresas com menor proteção contra a volatilidade podem ficar em desvantagem competitiva, o que eventualmente poderia acelerar movimentos de consolidação no mercado europeu; essa possibilidade, contudo, é apresentada como uma consequência potencial, não como um fato já concretizado.
A conferência também tratou de segurança operacional após um ataque recente em um voo da flydubai. De acordo com o material, o copiloto esfaqueou o comandante em uma ação que investigadores suspeitam ter sido uma tentativa de provocar a queda da aeronave. O copiloto teria dito a interrogadores dos Emirados Árabes Unidos que planejou o ataque antes de ingressar na companhia estatal de Dubai. O CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou que nenhuma empresa consegue eliminar todos os incidentes, mas ressaltou que os padrões de segurança do setor permanecem elevados e que os processos de avaliação da saúde mental dos pilotos já são robustos. Os executivos compararam o caso ao desastre da Germanwings em 2015, no qual o copiloto Andreas Lubitz trancou o comandante fora da cabine e derrubou deliberadamente um Airbus A320 nos Alpes franceses, causando 150 mortes.
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