Relatório do Congresso aponta 81 aeronaves dos EUA perdidas ou danificadas
Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos contabilizou 81 aeronaves norte-americanas perdidas ou danificadas em operações militares contra o Irã. O levantamento inclui aviões tripulados, helicópteros e drones, além de equipamentos destruídos ou atingidos em combate e em ataques contra bases. A versão mais recente, atualizada em 5 de outubro de 2026, reúne informações de comunicados militares, reportagens e conclusões do inspetor-geral do Departamento de Defesa. Os pesquisadores ressaltam que parte das aeronaves danificadas pode ter retornado ao serviço, enquanto o total ainda pode mudar com a divulgação de novos dados.
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- Fonte
- AeroTime
- Data
- 15 de outubro de 2026 às 20:18 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota
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Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos contabilizou 81 aeronaves norte-americanas perdidas ou danificadas em operações militares contra o Irã. O levantamento inclui aviões tripulados, helicópteros e drones, além de equipamentos destruídos ou atingidos em combate e em ataques contra bases. A versão mais recente, atualizada em 5 de outubro de 2026, reúne informações de comunicados militares, reportagens e conclusões do inspetor-geral do Departamento de Defesa. Os pesquisadores ressaltam que parte das aeronaves danificadas pode ter retornado ao serviço, enquanto o total ainda pode mudar com a divulgação de novos dados.
As operações contra o Irã começaram em 28 de fevereiro de 2026, e o relatório atualizado ampliou significativamente o número registrado em uma edição de maio, que apontava 42 aeronaves perdidas ou danificadas. A diferença entre os dois levantamentos, contudo, não corresponde necessariamente a novas perdas ocorridas desde maio. Segundo a explicação associada ao documento, a contagem pode ser revisada quando surgem informações adicionais ou quando casos anteriormente conhecidos são reavaliados. Por isso, o total representa um inventário atualizado dos danos identificados, e não uma cronologia completa das perdas registradas no período.
A versão de maio mencionava quatro caças F-15E Strike Eagle destruídos durante a campanha. Três foram abatidos por fogo amigo sobre o Kuwait em 2 de março de 2026; os seis integrantes das tripulações conseguiram ejetar-se com segurança. Um quarto F-15E foi derrubado durante operações de combate sobre o Irã, e seus dois tripulantes foram recuperados em operações de resgate separadas. O mesmo levantamento também registrava um F-35A danificado e um A-10 que caiu depois de ser atingido por fogo inimigo durante uma missão de resgate. As informações disponíveis não estabelecem uma causa única para todas as perdas ou danos catalogados.
Parte das aeronaves foi atingida enquanto permanecia em solo. Cinco aviões-tanque KC-135 teriam sido danificados em um ataque iraniano com mísseis e drones contra a Base Aérea de Prince Sultan, na Arábia Saudita. Um avião de alerta e controle aéreo E-3 Sentry também foi atingido na instalação, em um ataque separado ocorrido no fim de março. Informações posteriores citadas no levantamento indicam que o E-3 estava estacionado em uma pista de taxiamento sem proteção. Dois aviões de operações especiais MC-130J foram destruídos deliberadamente em solo no Irã depois de ficarem impossibilitados de decolar durante uma tentativa de resgatar a tripulação de um F-15E abatido; as equipes foram evacuadas em segurança. Entre os drones do levantamento de maio estavam 24 MQ-9 Reaper e um MQ-4C Triton.
Uma estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso, citada na atualização de setembro de 2026, calculou entre US$ 1,9 bilhão e US$ 3,3 bilhões o custo de reposição dos equipamentos perdidos até 1º de agosto, dependendo dos planos do Pentágono. O valor se refere ao conjunto de equipamentos militares, e não somente às aeronaves. O relatório destacou preocupação especial com perdas de modelos antigos e disponíveis em pequenas quantidades, como o E-3, que podem reduzir capacidades, afetar operações em outras regiões ou exigir mudanças nos planos de aquisição. O risco de ataques contra aeronaves estacionadas também levou os Estados Unidos a retirar bombardeiros B-1B Lancer da base de RAF Fairford, na Inglaterra, em 4 de outubro. Segundo informações atribuídas a autoridades norte-americanas, a saída ocorreu em meio a receios de um possível plano iraniano de ataque com drones; o Irã negou envolvimento.
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