Reino Unido inicia seleção para substituir jatos Hawk da RAF
O Ministério da Defesa do Reino Unido iniciou a consulta ao mercado para identificar um novo jato treinador avançado destinado a substituir os BAE Systems Hawk da Royal Air Force. O processo começou em 7 de agosto com a emissão de um Request for Information (RFI), instrumento usado para estabelecer diálogo técnico com possíveis fornecedores antes da abertura de uma competição formal. As empresas interessadas têm até 11 de setembro para registrar sua participação. O futuro sistema deverá apoiar a formação de pilotos da RAF e da Royal Navy durante a transição para aeronaves de quinta e sexta geração, além de atender à necessidade de substituir os Hawk empregados pela equipe de demonstração Red Arrows.
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- Fonte
- Air Data News
- Data
- 9 de agosto de 2026 às 22:52 UTC
- Categoria
- Defesa e Militar (DEF)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Reino Unido · 55.3781, -3.4360

O Ministério da Defesa do Reino Unido iniciou a consulta ao mercado para identificar um novo jato treinador avançado destinado a substituir os BAE Systems Hawk da Royal Air Force. O processo começou em 7 de agosto com a emissão de um Request for Information (RFI), instrumento usado para estabelecer diálogo técnico com possíveis fornecedores antes da abertura de uma competição formal. As empresas interessadas têm até 11 de setembro para registrar sua participação. O futuro sistema deverá apoiar a formação de pilotos da RAF e da Royal Navy durante a transição para aeronaves de quinta e sexta geração, além de atender à necessidade de substituir os Hawk empregados pela equipe de demonstração Red Arrows.
A iniciativa ocorre diante do prazo previsto para a retirada dos Hawk T1 usados pelos Red Arrows, programada para o fim de 2030. Essas aeronaves acumulam mais de cinco décadas de serviço, o que torna necessário definir uma capacidade sucessora para preservar a operação da equipe acrobática. O Ministério da Defesa está considerando essa necessidade junto com a substituição dos treinadores empregados na formação operacional. A equipe de programa da RAF está sendo estruturada para conduzir o processo e entregar a nova capacidade, embora a fase atual ainda não represente uma decisão de compra.
O requisito abrange os Hawk T1 e T2, embora os dois modelos tenham trajetórias planejadas de retirada diferentes. O Hawk T1, atualmente utilizado exclusivamente pelos Red Arrows, já tinha 2030 como referência para sua substituição. O Hawk T2, por sua vez, chegou a ter aposentadoria prevista para 2040, mas problemas de confiabilidade levaram o então chefe da Força Aérea a defender uma troca mais rápida em 2024. Também havia um contrato de suporte ao T2 com validade até 2033 e planos associados a um programa de sustentação de capacidade, mas o novo cenário indica que essa continuidade pode não ocorrer.
A decisão de buscar um novo treinador está relacionada à recomendação de aquisição de um jato avançado com boa relação entre custo e capacidade, apresentada na Strategic Defence Review. A futura competição deverá aceitar propostas de fornecedores sediados no Reino Unido, ampliando a possibilidade de participação industrial nacional. Entre as soluções mencionadas estão o T-7A Red Hawk, desenvolvido pela Boeing e pela Saab; o M-345 e o M-346 Block 20, da Leonardo; o HURJET, da Turkish Aerospace Industries; e o T-50, da Korea Aerospace Industries. A Aeralis também havia sido vista como possível candidata, mas o resumo do processo registra o colapso dessa concorrente doméstica.
A consulta de informações servirá para avaliar quais soluções estão disponíveis e como elas poderiam atender ao treinamento de pilotos e à missão dos Red Arrows antes da definição dos termos da disputa. A parceria industrial anunciada entre Boeing, Saab e BAE Systems no Farnborough Airshow posiciona o T-7A Red Hawk entre os concorrentes de destaque, mas não estabelece sua escolha. Da mesma forma, o envolvimento de empresas britânicas ou estrangeiras não equivale a uma contratação. O RFI é, portanto, uma etapa preliminar para reunir dados técnicos, industriais e operacionais, enquanto permanecem em definição o cronograma completo da competição e a configuração final do sistema sucessor.
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