Reguladores determinam separação de motores Trent em A330 e 777
Operadores de Boeing 777 equipados com motores Rolls-Royce Trent e de versões mais antigas do Airbus A330 receberam ordem para evitar a combinação de determinados motores com bombas de óleo potencialmente afetadas. A medida foi motivada pelo risco de desligamento dos dois motores durante o voo, uma condição que poderia reduzir ou até comprometer a capacidade de controle da aeronave. A determinação consta de uma diretiva emergencial associada a reguladores europeus e norte-americanos, conforme o material divulgado. A ação busca impedir que duas unidades instaladas na mesma aeronave compartilhem o mesmo risco específico antes que os componentes sejam avaliados ou substituídos segundo os critérios estabelecidos.
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Operadores de Boeing 777 equipados com motores Rolls-Royce Trent e de versões mais antigas do Airbus A330 receberam ordem para evitar a combinação de determinados motores com bombas de óleo potencialmente afetadas. A medida foi motivada pelo risco de desligamento dos dois motores durante o voo, uma condição que poderia reduzir ou até comprometer a capacidade de controle da aeronave. A determinação consta de uma diretiva emergencial associada a reguladores europeus e norte-americanos, conforme o material divulgado. A ação busca impedir que duas unidades instaladas na mesma aeronave compartilhem o mesmo risco específico antes que os componentes sejam avaliados ou substituídos segundo os critérios estabelecidos.
O problema está relacionado a bombas de óleo, lubrificação e recuperação de óleo utilizadas em determinados motores da família Trent. No caso do Trent 7000 instalado no Airbus A330neo, os números de peça citados são 31-75110-4013-5, 31-75110-4016-5 e 31-75110-1001-2. A autoridade europeia informou que já foram registrados desligamentos de motor em voo comandados por indicações de baixa pressão de óleo. A investigação técnica associou esses eventos à falha prematura do gerotor, ou anel excêntrico interno, da bomba afetada. O componente é responsável por funções essenciais de circulação e recuperação do óleo no sistema de lubrificação do motor.
Segundo os documentos regulatórios, uma falha desse tipo pode provocar um desligamento de motor em voo, conhecido pela sigla IFSD. Quando a mesma condição afeta os dois motores, pode ocorrer um desligamento duplo, ou dual IFSD. O material descreve essa possibilidade como uma condição capaz de resultar em redução ou perda de controle da aeronave, embora não relate que esse desfecho tenha ocorrido nos casos citados. Por essa razão, a mitigação não se limita à identificação individual de uma peça: ela também estabelece critérios para impedir que bombas afetadas sejam instaladas simultaneamente em posições que deixem os dois motores expostos ao mesmo risco.
As medidas previstas exigem verificações específicas sempre que uma bomba de óleo afetada for instalada ou reinstalada. A peça pode ser utilizada em determinado motor desde que os critérios definidos pelo fabricante sejam confirmados antes da instalação. A resposta regulatória segue uma notificação de serviço da Rolls-Royce e complementa uma diretiva anterior sobre o mesmo tema. Em paralelo, uma proposta regulatória trata de motores Trent 7000-68, -70, -72, -72C e -72D empregados no A330neo, enquanto outra descrição concentra-se nos modelos Trent 7000-72 e -72C já instalados nesse tipo de aeronave. Os documentos também registram que houve período de consulta pública para uma das medidas.
O risco operacional associado à baixa pressão de óleo não é apenas teórico como categoria de falha. Um incidente investigado na Austrália envolveu um A330 em cruzeiro próximo a Alice Springs, cuja tripulação recebeu a indicação de baixa pressão de óleo no motor 2. A análise concluiu que o alerta resultou da falha do eixo da bomba de pressão de óleo, embora o caso não tenha sido atribuído à mesma diretiva ou necessariamente ao mesmo componente abordado agora. O episódio oferece contexto sobre como uma anomalia no sistema de óleo pode degradar rapidamente a operação do motor. A diretiva atual, portanto, concentra-se em reduzir a possibilidade de exposição simultânea dos dois motores e em exigir confirmação de conformidade durante a instalação das bombas.


