Por que a classe econômica premium rende menos milhas
A classe econômica premium costuma ser uma alternativa atraente para quem quer mais conforto que a econômica sem pagar o preço integral da executiva. Quando a passagem é comprada em dinheiro, ela pode representar um equilíbrio razoável entre custo e qualidade. O cenário muda, porém, quando o pagamento é feito com milhas ou pontos. Em muitos programas, a distância entre a econômica e a econômica premium custa uma quantidade desproporcional de pontos, enquanto a diferença entre a econômica premium e a executiva pode ser relativamente pequena. Por isso, o material indica que a melhor utilização costuma estar no upgrade da econômica premium para a executiva, e não necessariamente na passagem da econômica para a cabine intermediária.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 12 de outubro de 2026 às 00:29 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota

A classe econômica premium costuma ser uma alternativa atraente para quem quer mais conforto que a econômica sem pagar o preço integral da executiva. Quando a passagem é comprada em dinheiro, ela pode representar um equilíbrio razoável entre custo e qualidade. O cenário muda, porém, quando o pagamento é feito com milhas ou pontos. Em muitos programas, a distância entre a econômica e a econômica premium custa uma quantidade desproporcional de pontos, enquanto a diferença entre a econômica premium e a executiva pode ser relativamente pequena. Por isso, o material indica que a melhor utilização costuma estar no upgrade da econômica premium para a executiva, e não necessariamente na passagem da econômica para a cabine intermediária.
Um exemplo hipotético ajuda a explicar essa diferença. Uma passagem econômica de US$ 900 poderia exigir cerca de 40 mil pontos, enquanto uma passagem em econômica premium de aproximadamente US$ 1.600 poderia custar 95 mil pontos. Já uma passagem executiva avaliada em US$ 4.500 poderia exigir cerca de 130 mil pontos. Nesse cenário, a econômica ofereceria retorno aproximado de 2,25 centavos de dólar por ponto, e a executiva, de 3,46 centavos. A econômica premium ficaria em torno de 1,68 centavo por ponto, resultado inferior apesar de estar posicionada entre as duas cabines em preço monetário. Os números são apenas ilustrativos e variam conforme companhia, rota, período e categoria tarifária.
A forma de calcular upgrades não é padronizada entre as empresas. A British Airways utiliza zonas de distância e diferenças entre cabines, enquanto a Virgin Atlantic trabalha com faixas de distância. A Lufthansa organiza os valores por pares regionais, e a Air France-KLM utiliza um cálculo dinâmico. Nos Estados Unidos, a Delta aplica preços dinâmicos, e a United combina uma estrutura própria de PlusPoints com valores em milhas. Na British Airways, por exemplo, um voo de ida entre Londres e Nova York em período de alta poderia exigir 90 mil Avios na executiva e 60 mil na econômica premium, resultando em 30 mil Avios adicionais para o upgrade. Algumas empresas também cobram mais pontos quando a passagem original pertence a uma classe tarifária mais barata.
A Virgin Atlantic oferece outro exemplo por meio dos assentos-prêmio Saver. Em seus valores iniciais para voos de ida, Londres–Nova York parte de 6 mil pontos na econômica, 10,5 mil na econômica premium e 28,5 mil na executiva. Na rota Londres–Miami, econômica premium e executiva começam em 13,5 mil e 28,5 mil pontos, respectivamente. Os mesmos valores iniciais aparecem nas rotas Londres–Orlando e Manchester–Orlando. No trecho mais longo entre Londres e Los Angeles, os preços começam em 9 mil pontos na econômica, 16,5 mil na econômica premium e 40,5 mil na executiva. Esses valores reforçam que a cabine intermediária nem sempre proporciona o melhor retorno proporcional, embora a disponibilidade possa alterar completamente o resultado.
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