Leonardo eleva carteira de pedidos para 60,4 bilhões de euros
A Leonardo encerrou os nove primeiros meses de 2026 com crescimento de 14,2% na receita consolidada, que alcançou 15,3 bilhões de euros. O desempenho foi acompanhado por uma expansão de 27,8% nos novos pedidos, totalizando 23,3 bilhões de euros, e levou a carteira de encomendas a 60,4 bilhões de euros, alta de 27,7% em relação ao mesmo período de 2025. Diante do resultado comercial, a empresa revisou para cima sua previsão de novos pedidos para todo o ano, de aproximadamente 28,2 bilhões para 29,5 bilhões de euros. No período, a companhia também entregou 120 helicópteros, cinco a mais que no ano anterior.
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A Leonardo encerrou os nove primeiros meses de 2026 com crescimento de 14,2% na receita consolidada, que alcançou 15,3 bilhões de euros. O desempenho foi acompanhado por uma expansão de 27,8% nos novos pedidos, totalizando 23,3 bilhões de euros, e levou a carteira de encomendas a 60,4 bilhões de euros, alta de 27,7% em relação ao mesmo período de 2025. Diante do resultado comercial, a empresa revisou para cima sua previsão de novos pedidos para todo o ano, de aproximadamente 28,2 bilhões para 29,5 bilhões de euros. No período, a companhia também entregou 120 helicópteros, cinco a mais que no ano anterior.
Na divisão de Aeronáutica, os novos pedidos somaram 5,16 bilhões de euros, aumento de 2,8% na comparação anual, enquanto a receita chegou a 3 bilhões de euros. A evolução foi influenciada principalmente pela recuperação gradual da unidade de Aerostructures, responsável pela produção de estruturas aeronáuticas. A receita dessa atividade avançou 44,1%, para 735 milhões de euros, em um movimento associado ao aumento da demanda de fabricantes como Boeing, Airbus e ATR. Considerando o segmento de aeronáutica de forma mais ampla, o indicador mencionado pela empresa apresentou crescimento de 91,7% sobre os primeiros nove meses de 2025, impulsionado sobretudo pela retomada das atividades de estruturas.
Os volumes de produção da Aerostructures também aumentaram em programas específicos. Entre janeiro e setembro, foram entregues 63 seções de fuselagem e 55 estabilizadores para o Boeing 787, ante 51 seções e 38 estabilizadores no mesmo intervalo de 2025. Para o programa da ATR, a Leonardo forneceu 30 fuselagens, contra 17 no ano anterior. O consórcio GIE ATR, do qual a fabricante participa, registrou 16 entregas no período, acima das 11 realizadas em 2025. Na divisão de aeronaves, a companhia informou ainda a entrega de 39 conjuntos de asas para o F-35, da Lockheed Martin, e seis conjuntos para o Eurofighter Typhoon, volumes iguais aos do período comparável. As entregas de Typhoon destinados ao Kuwait caíram de quatro para duas unidades.
A divisão de Helicópteros registrou 6,23 bilhões de euros em novos pedidos, crescimento de 27,7%, e terminou o período com uma carteira de 16,9 bilhões de euros. A receita da área subiu 5,4%, para 4,32 bilhões de euros. Entre os contratos destacados está o programa New Medium Helicopter, firmado com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 23 helicópteros AW149 às Forças Armadas britânicas. A unidade também recebeu pedidos adicionais de 131 helicópteros civis e governamentais, categoria que havia somado 102 unidades no mesmo intervalo de 2025. Outro acordo relevante foi a extensão do programa Integrated Merlin Operational Support, igualmente relacionado ao Ministério da Defesa britânico.
O perfil da demanda na área de helicópteros permaneceu fortemente concentrado em clientes governamentais. Esses contratos responderam por 72% dos novos pedidos da divisão, enquanto o mercado comercial representou os 28% restantes. A carteira acumulada reúne, portanto, o efeito de encomendas militares, governamentais e civis, embora os dados divulgados não detalhem a composição completa dos 60,4 bilhões de euros da empresa. Além dos contratos, a Leonardo entregou 120 helicópteros entre janeiro e setembro de 2026, contra 115 no mesmo período do ano anterior. O conjunto dos resultados mostra expansão simultânea da receita, dos pedidos e da carteira, com destaque para a recuperação da produção de estruturas aeronáuticas e para o desempenho da divisão de helicópteros.


