Bombardier registra queda no lucro, mas amplia receita no terceiro trimestre
A Bombardier encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 81 milhões, recuo de 4,7% na comparação anual. Apesar da redução do resultado final, a fabricante canadense registrou receita de US$ 2,4 bilhões, alta de 3% sobre o mesmo período de 2025. Entre julho e setembro, foram entregues 33 aeronaves, uma a menos que no terceiro trimestre do ano anterior. O desempenho operacional teve como principais destaques a divisão de serviços, que alcançou faturamento trimestral recorde, e a expansão da carteira de pedidos para US$ 22,2 bilhões.
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A Bombardier encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 81 milhões, recuo de 4,7% na comparação anual. Apesar da redução do resultado final, a fabricante canadense registrou receita de US$ 2,4 bilhões, alta de 3% sobre o mesmo período de 2025. Entre julho e setembro, foram entregues 33 aeronaves, uma a menos que no terceiro trimestre do ano anterior. O desempenho operacional teve como principais destaques a divisão de serviços, que alcançou faturamento trimestral recorde, e a expansão da carteira de pedidos para US$ 22,2 bilhões.
A unidade de serviços gerou US$ 701 milhões no trimestre, crescimento de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez que essa divisão superou a marca de US$ 700 milhões em um único trimestre. Segundo as informações divulgadas, o avanço esteve associado à ampliação da rede global de atendimento e ao aumento da procura por suporte e manutenção de aeronaves. O resultado indica que as atividades posteriores à venda de jatos executivos vêm assumindo peso crescente na composição das receitas da companhia.
No segmento de aeronaves, a Bombardier entregou 33 unidades durante o período analisado, contra 34 no terceiro trimestre de 2025. A empresa manteve as demais metas financeiras estabelecidas anteriormente e relacionou o desempenho à demanda por aeronaves executivas, ao crescimento de sua estrutura de serviços e ao volume de pedidos acumulados. Em base ajustada, o lucro por ação foi de US$ 1,72, abaixo da expectativa média de US$ 2,25 de analistas consultados pela FactSet, conforme as informações complementares sobre o balanço.
A carteira de pedidos totalizou US$ 22,2 bilhões em 30 de setembro, aumento de US$ 4,7 bilhões em relação ao encerramento do terceiro trimestre de 2025. Esse montante representa contratos já firmados que ainda precisam ser convertidos em entregas e receitas futuras. A realização desse potencial, contudo, depende das condições de produção e da execução dos contratos. O volume acumulado oferece maior visibilidade comercial para a fabricante, mas não elimina os fatores operacionais que podem influenciar o ritmo de entrega das aeronaves.
Outros indicadores apresentados pela companhia apontaram evolução no trimestre. O EBITDA ajustado subiu 7% em relação ao terceiro trimestre de 2025, para US$ 382 milhões, com margem de 16,1%. O EBIT reportado avançou 17%, alcançando US$ 266 milhões, enquanto a margem de EBIT ficou em 11,2%. A Bombardier também informou que elevou novamente sua projeção de fluxo de caixa livre para 2026. Esses dados mostram uma combinação de crescimento em métricas operacionais e financeiros com a queda do lucro líquido reportado.
A fabricante também destacou oportunidades no mercado de defesa, especialmente em razão dos desdobramentos envolvendo a Saab, parceira de longa data. A seleção do sistema GlobalEye pela Organização do Tratado do Atlântico Norte e pelo governo do Canadá foi apresentada como um fator com potencial para ampliar as oportunidades comerciais relacionadas ao programa. Desenvolvido pela Saab, o GlobalEye utiliza como base uma aeronave executiva da família Global, da Bombardier. A empresa canadense participa do ecossistema industrial fornecendo a plataforma que recebe a integração dos sistemas de missão, embora o material não informe contratos adicionais diretamente decorrentes dessas seleções.


