KLM anuncia reestruturação de €1 bilhão e redução da força de trabalho
A KLM anunciou um amplo programa de reestruturação e consolidação para elevar seus resultados anuais em €1 bilhão, alcançando uma meta de €1,4 bilhão. A companhia aérea holandesa afirma que o reforço financeiro é necessário para investir na frota, na experiência dos passageiros e em seus funcionários. O plano prevê reorganização de aproximadamente 5 mil posições e redução de cerca de 15% da força de trabalho. A empresa também pretende revisar parte de sua malha, sobretudo as rotas europeias, e ampliar a eficiência operacional em serviços de solo, atendimento e controle do hub de Amsterdã-Schiphol.
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A KLM anunciou um amplo programa de reestruturação e consolidação para elevar seus resultados anuais em €1 bilhão, alcançando uma meta de €1,4 bilhão. A companhia aérea holandesa afirma que o reforço financeiro é necessário para investir na frota, na experiência dos passageiros e em seus funcionários. O plano prevê reorganização de aproximadamente 5 mil posições e redução de cerca de 15% da força de trabalho. A empresa também pretende revisar parte de sua malha, sobretudo as rotas europeias, e ampliar a eficiência operacional em serviços de solo, atendimento e controle do hub de Amsterdã-Schiphol.
Segundo a KLM, o ambiente de operação se tornou mais complexo devido à instabilidade geopolítica, ao fechamento de espaços aéreos e à alta dos preços dos combustíveis. Esses fatores aumentaram a pressão sobre as companhias aéreas e dificultaram a recuperação consistente da rentabilidade. A presidente e diretora-presidente Marjan Rintel classificou as novas medidas como abrangentes e, em alguns casos, dolorosas, mas afirmou que a empresa precisa agir para preservar sua posição e manter a conectividade dos Países Baixos com o restante do mundo.
A companhia informou que medidas adotadas nos últimos anos já produziram melhorias estruturais superiores a €750 milhões. Entre as iniciativas mencionadas estão a solução das carências de pilotos e profissionais de manutenção, a terceirização das operações de catering e manutenção e a redução do trabalho administrativo. Na avaliação da empresa, essas ações isoladamente não são suficientes para garantir segurança financeira no longo prazo. A KLM também declarou que adiar novas decisões reduziria suas opções estratégicas e poderia resultar em consequências mais graves para os empregos e para a conectividade aérea do país.
Do total de posições envolvidas na reorganização, cerca de 1.000 seriam eliminadas por meio de ganhos estruturais de produtividade. As demais mudanças estão relacionadas a atividades de catering, serviços em solo e atendimento ao cliente que já foram terceirizadas ou deverão ser transferidas para outros operadores ou funções. A KLM afirma que pretende limitar o impacto direto sobre os trabalhadores por meio de saídas naturais, acordos voluntários e transferências internas. A empresa não apresentou, no material fornecido, um cronograma detalhado para a implementação completa dessas alterações.
Na malha aérea, a KLM pretende concentrar capacidade nas rotas que mais contribuem para a conectividade de passageiros e para a rede de voos sem escalas a partir de Schiphol. O objetivo declarado é recuperar a rentabilidade dos serviços regionais e de curta distância. A KLM Cityhopper deverá assumir um papel mais relevante nesse ajuste, utilizando aeronaves menores para alinhar melhor a oferta à demanda. A empresa também identificou medidas de eficiência nos serviços de solo: maior uso de recursos digitais no atendimento e nas reservas, cooperação ampliada com parceiros externos em operações de pátio e bagagem e modernização do Hub Control Center de Schiphol.


