Jeppesen ForeFlight apresenta ferramentas de IA para operações aéreas
A Jeppesen ForeFlight apresentou três ferramentas de inteligência artificial destinadas a apoiar companhias aéreas na recuperação de interrupções operacionais, no planejamento de escalas e na troca de atribuições entre tripulantes. Os recursos integram a plataforma Airflow, anunciada pela empresa em julho de 2026, e foram divulgados em 6 de outubro durante a conferência anual voltada a usuários da aviação comercial. A companhia está buscando parceiros entre as empresas aéreas para desenvolver e aperfeiçoar a tecnologia antes de uma disponibilização mais ampla, prevista para o início de 2027. A proposta combina automação e supervisão humana: as ferramentas podem avaliar alternativas e formular recomendações, mas a decisão final permanece sob responsabilidade dos profissionais das companhias.
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- Fonte
- AeroTime
- Data
- 15 de outubro de 2026 às 20:18 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Nota
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A Jeppesen ForeFlight apresentou três ferramentas de inteligência artificial destinadas a apoiar companhias aéreas na recuperação de interrupções operacionais, no planejamento de escalas e na troca de atribuições entre tripulantes. Os recursos integram a plataforma Airflow, anunciada pela empresa em julho de 2026, e foram divulgados em 6 de outubro durante a conferência anual voltada a usuários da aviação comercial. A companhia está buscando parceiros entre as empresas aéreas para desenvolver e aperfeiçoar a tecnologia antes de uma disponibilização mais ampla, prevista para o início de 2027. A proposta combina automação e supervisão humana: as ferramentas podem avaliar alternativas e formular recomendações, mas a decisão final permanece sob responsabilidade dos profissionais das companhias.
O principal recurso voltado à gestão de irregularidades é o Augmented Ops Control. A solução foi projetada para auxiliar controladores de operações quando voos, aeronaves ou escalas de tripulação não evoluem conforme o planejado. O sistema analisa diferentes possibilidades de recuperação, organiza as alternativas segundo sua conveniência e apresenta uma explicação associada a cada recomendação. Dessa forma, os operadores podem comparar respostas possíveis e decidir quais medidas adotar com base em informações reunidas em poucos segundos. A empresa afirma que a redução do tempo de análise pode permitir a escolha de opções menos dispendiosas enquanto elas ainda estiverem disponíveis, embora não tenha divulgado resultados de testes operacionais nem exemplos de companhias participantes.
O segundo recurso, chamado Trip Trading, é dedicado à troca de viagens ou atribuições entre membros das tripulações. A ferramenta pretende simplificar pedidos de pilotos e comissários que desejam trocar seus compromissos e facilitar a identificação de combinações viáveis dentro das regras de cada operador. De acordo com a empresa, uma gestão mais eficiente dessas solicitações pode ajudar a reduzir ausências não planejadas e os pagamentos adicionais necessários para cobrir uma escala quando a troca não é concretizada. O material não informa métricas de desempenho, quantidade de usuários envolvidos ou resultados obtidos em operações reais, porque os nomes das companhias que colaboram no desenvolvimento não foram revelados.
O terceiro recurso é o Target Mastery, voltado aos planejadores responsáveis pela elaboração das escalas. A ferramenta permite definir objetivos para o planejamento, como reduzir custos, ampliar a cobertura de reservas ou aumentar o intervalo entre voos de conexão. Também considera fatores relacionados à fadiga das tripulações, segundo a descrição divulgada. A partir dessas metas, o software transforma as prioridades estabelecidas em um plano de escala, reduzindo a necessidade de ajustes sucessivos nos parâmetros pelos planejadores. O recurso não elimina a participação desses profissionais; em vez disso, procura traduzir objetivos operacionais e de bem-estar em uma configuração de planejamento mais direta.
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