Frota de aeronaves Elixir permanece interditada após separação de flap
A frota completa de aeronaves Elixir, estimada em cerca de 60 unidades, continua proibida de voar enquanto investigadores franceses buscam esclarecer a separação de um flap ocorrida antes de um acidente fatal. O evento aconteceu em 1º de outubro de 2026, no Aeroporto Rochefort-Charente-Maritime, na França, durante um voo de teste de produção realizado por dois pilotos da fabricante. O desprendimento do flap esquerdo ocorreu na curva final para a pista 12, provocou a perda de controle e foi seguido pelo acionamento do paraquedas de emergência em baixa altitude. A aeronave atingiu o solo, e os dois ocupantes morreram.
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A frota completa de aeronaves Elixir, estimada em cerca de 60 unidades, continua proibida de voar enquanto investigadores franceses buscam esclarecer a separação de um flap ocorrida antes de um acidente fatal. O evento aconteceu em 1º de outubro de 2026, no Aeroporto Rochefort-Charente-Maritime, na França, durante um voo de teste de produção realizado por dois pilotos da fabricante. O desprendimento do flap esquerdo ocorreu na curva final para a pista 12, provocou a perda de controle e foi seguido pelo acionamento do paraquedas de emergência em baixa altitude. A aeronave atingiu o solo, e os dois ocupantes morreram.
Segundo a atualização divulgada pelo Bureau de Enquêtes et d’Analyses, o avião envolvido era o F-WZAG, de número de série 065. A tripulação havia partido de La Rochelle para um voo de teste e completado dois circuitos no aeroporto de Rochefort. Conforme o relato apresentado pelo órgão francês, um dos pilotos comunicou a realização de um circuito em baixa altitude. Foi durante a curva final desse circuito que o flap esquerdo se desprendeu da aeronave. A sequência posterior incluiu a perda de controle, o acionamento do sistema de paraquedas e o impacto contra o terreno. O material disponível não estabelece que o paraquedas tenha conseguido reduzir suficientemente a velocidade ou a altura do avião antes da colisão.
A causa da separação ainda não foi determinada. Em comunicado de 8 de outubro, a Elixir Aircraft informou que continua colaborando com o BEA, enquanto as autoridades conduzem a apuração. Informações complementares indicam que análises estruturais e metalúrgicas adicionais estão sendo realizadas, mas não há, até o momento, uma conclusão pública sobre a origem da falha ou sobre eventual problema no projeto, na fabricação, na manutenção ou na fixação do componente. Portanto, qualquer explicação definitiva para o desprendimento permanece pendente das conclusões oficiais. A investigação também deverá esclarecer as condições de integridade do sistema de flap e quais medidas poderão ser necessárias antes de uma eventual retomada das operações.
A fabricante publicou em 2 de outubro um boletim de serviço de alerta determinando que os aviões afetados permanecessem no solo a partir do dia seguinte e até nova orientação. A empresa descreveu a decisão como uma precaução que alcançava aproximadamente 60 aeronaves operadas em cinco países. No mesmo dia, a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação emitiu uma Diretiva de Aeronavegabilidade de Emergência, efetivada em 3 de outubro. A determinação se aplica a todas as aeronaves Elixir, sem distinção por número de série, e proíbe operações de voo. A EASA classificou a paralisação como uma medida provisória, sujeita a novas ações conforme o avanço da investigação.
A Elixir Aircraft, sediada em La Rochelle, produz aeronaves leves compostas destinadas ao treinamento de voo e à aviação privada. O modelo recebeu certificação da EASA em 2020 e da FAA em 2025, segundo o material fornecido. A interdição mantém fora de serviço uma frota usada por escolas de aviação e operadores de treinamento, embora não tenha sido apresentado um prazo para inspeções específicas, modificações ou liberação dos aviões. Informações complementares relatam que medidas regulatórias posteriores também alcançaram aeronaves registradas nos Estados Unidos, mas o ponto central permanece a ausência de uma causa confirmada para a separação do flap. Até que a investigação produza dados suficientes e eventuais ações corretivas sejam aprovadas, a operação do tipo segue suspensa.
