Emirates obtém voos diários para Berlim enquanto 777X atrasa
A Emirates recebeu autorização para operar voos diários entre o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) e o Aeroporto de Berlim-Brandemburgo (BER), após décadas de esforços para obter acesso à capital alemã. A rota será o quinto destino da companhia nos serviços de passageiros para a Alemanha e poderá começar no inverno de 2026, dependendo da implementação operacional. A autorização, contudo, limita a operação a sete voos semanais e não concede direitos de quinta liberdade. Assim, a Emirates poderá transportar passageiros entre Dubai e Berlim, além de oferecer conexões em seu centro de operações para destinos na Ásia, África e Australásia, mas não poderá vender trechos entre Berlim e um terceiro país como parte do serviço.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 26 de outubro de 2026 às 01:05 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Berlin, Alemanha · 52.5200, 13.4050
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A Emirates recebeu autorização para operar voos diários entre o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) e o Aeroporto de Berlim-Brandemburgo (BER), após décadas de esforços para obter acesso à capital alemã. A rota será o quinto destino da companhia nos serviços de passageiros para a Alemanha e poderá começar no inverno de 2026, dependendo da implementação operacional. A autorização, contudo, limita a operação a sete voos semanais e não concede direitos de quinta liberdade. Assim, a Emirates poderá transportar passageiros entre Dubai e Berlim, além de oferecer conexões em seu centro de operações para destinos na Ásia, África e Australásia, mas não poderá vender trechos entre Berlim e um terceiro país como parte do serviço.
A companhia já atende Frankfurt, Munique, Düsseldorf e Hamburgo, mas permaneceu fora de Berlim devido às restrições existentes nos acordos de serviços aéreos entre a Alemanha e os Emirados Árabes Unidos. O marco regulatório limitava o número de cidades alemãs acessíveis às empresas emiradenses. A Emirates pressionou por uma mudança durante aproximadamente 22 a 30 anos, conforme o período considerado para sua campanha de articulação. O tema também esteve ligado à disputa mais ampla entre companhias europeias e transportadoras do Golfo. A Lufthansa e a associação alemã do setor aéreo se opuseram à ampliação do acesso, enquanto a Emirates defendia que Berlim precisava de conexões intercontinentais mais amplas.
O avanço ocorreu no contexto da visita de Estado do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, à Alemanha, em setembro de 2026. Na mesma conjuntura diplomática, foi relatado um compromisso de investimento emiradense de € 40 bilhões em áreas como energia, inteligência artificial e infraestrutura digital. A coincidência entre os anúncios não comprova uma troca direta entre investimento e autorização aérea. A decisão alemã foi celebrada pela liderança de Berlim, que avaliou que a ligação reforçaria os vínculos internacionais da capital. Em planos divulgados anteriormente, a Emirates havia indicado disposição para investir mais de € 100 milhões por ano em despesas operacionais, pessoal, tarifas aeroportuárias e combustível para cada serviço diário proposto.
Para iniciar a rota, a Emirates pretende utilizar o Boeing 777-300ER até que o 777-9 esteja disponível. A escolha aproveita uma frota já numerosa, com manutenção estruturada, tripulações treinadas e configuração de cabine conhecida. O modelo também oferece capacidade relevante de passageiros e carga sem exigir o compromisso operacional de um Airbus A380, cuja utilização envolve maior capacidade e necessidades específicas de portões, embarque e atendimento em solo. Embora Berlim-Brandemburgo possa receber aeronaves de fuselagem larga, isso não significa que o superjumbo seja a opção mais adequada para um mercado novo e limitado a uma frequência diária. O 777-300ER permite ajustar a oferta conforme a demanda se desenvolva.
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