Embraer se aproxima da certificação de decolagem automática
A Embraer está próxima de obter a certificação do Embraer Enhanced Takeoff System, conhecido pela sigla E2TS, tecnologia desenvolvida para automatizar parte da decolagem dos jatos da família E2. O sistema atua durante a corrida na pista e a rotação da aeronave, controlando o ângulo e o perfil de subida conforme parâmetros de voo e condições meteorológicas. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve concluir a avaliação até outubro de 2026, segundo as informações disponíveis, o que pode transformar o Brasil na primeira autoridade aeronáutica do mundo a certificar esse tipo de função para a aviação comercial.
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A Embraer está próxima de obter a certificação do Embraer Enhanced Takeoff System, conhecido pela sigla E2TS, tecnologia desenvolvida para automatizar parte da decolagem dos jatos da família E2. O sistema atua durante a corrida na pista e a rotação da aeronave, controlando o ângulo e o perfil de subida conforme parâmetros de voo e condições meteorológicas. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve concluir a avaliação até outubro de 2026, segundo as informações disponíveis, o que pode transformar o Brasil na primeira autoridade aeronáutica do mundo a certificar esse tipo de função para a aviação comercial.
O E2TS não corresponde a uma operação totalmente autônoma desde o portão até a saída da aeronave. Sua atuação é delimitada a uma etapa específica do procedimento de decolagem, atualmente executada manualmente pelos pilotos. Durante a corrida e a rotação, o sistema assume o controle de parâmetros relacionados ao movimento da aeronave e ao início da subida, levando em conta as condições estabelecidas para o voo. A proposta é tornar mais consistente o uso do desempenho disponível nessa fase, sem alterar o fato de que a tecnologia está sendo avaliada dentro de um processo formal de certificação aeronáutica.
De acordo com o material complementar, a tecnologia pode elevar a carga paga ou ampliar o alcance efetivo de operações realizadas a partir de aeroportos limitados por desempenho. Essa possibilidade está associada ao melhor aproveitamento das características da aeronave durante a decolagem, uma das fases de maior consumo de combustível. O sistema também busca ajustar o perfil de subida às condições de voo e à meteorologia, embora os dados fornecidos não apresentem estimativas numéricas sobre ganhos de alcance, redução de consumo ou aumento de capacidade. Portanto, os benefícios operacionais são apresentados como objetivos e possibilidades do projeto, não como resultados quantificados já confirmados.
A certificação brasileira está em fase final e conta com discussões envolvendo autoridades dos Estados Unidos e da Europa para o reconhecimento do processo realizado no Brasil. A certificação de aeronaves e de seus sistemas costuma ser conduzida pela autoridade do país de origem da fabricante, e a Anac pode assumir posição pioneira caso conclua a avaliação antes de outros órgãos reguladores. O Brasil participa, ao lado de Estados Unidos, Canadá e França, do grupo global de certificação conhecido como CMT. Esse contexto ajuda a explicar a dimensão internacional das tratativas, mas não significa que as autoridades estrangeiras já tenham validado o sistema.
O E2TS é destinado aos aviões da família E2, incluindo os modelos E175, E190-E2 e E195-E2 conforme as referências fornecidas. A Embraer havia apresentado a tecnologia em Farnborough com previsão inicial de disponibilização no quarto trimestre de 2025, mas o cronograma foi deslocado para 2026. O adiamento foi relacionado ao caráter inédito da função na aviação comercial e à dificuldade de enquadrá-la nos requisitos regulatórios existentes. A Anac incluiu exigências específicas para a certificação do sistema em seu Plano Anual de Diretrizes Estratégicas de 2026, sinalizando que o tema passou a ser tratado como prioridade regulatória no segundo semestre.


