Coreia do Sul testa primeiro veículo planador hipersônico nacional
A Coreia do Sul realizou em 8 de outubro de 2026 o primeiro teste de voo de um veículo planador hipersônico (HGV) desenvolvido no país. O ensaio foi conduzido pela Agência para o Desenvolvimento da Defesa (ADD), instituto estatal responsável por programas militares estratégicos, e acompanhado pelo presidente Lee Jae-myung. O veículo foi levado por um foguete até a altitude prevista, separou-se do impulsor e completou uma trajetória planejada em velocidade hipersônica. Depois, desceu a baixa altitude, executou mudanças de direção nos eixos vertical e horizontal e atingiu o ponto de destino designado. O governo sul-coreano apresentou o resultado como uma etapa relevante para a criação de uma nova capacidade de dissuasão, embora o sistema ainda permaneça em desenvolvimento.
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- Fonte
- AeroTime
- Data
- 25 de outubro de 2026 às 23:12 UTC
- Categoria
- Aviacao Comercial (AVC)
- Maturidade
- Nota
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A Coreia do Sul realizou em 8 de outubro de 2026 o primeiro teste de voo de um veículo planador hipersônico (HGV) desenvolvido no país. O ensaio foi conduzido pela Agência para o Desenvolvimento da Defesa (ADD), instituto estatal responsável por programas militares estratégicos, e acompanhado pelo presidente Lee Jae-myung. O veículo foi levado por um foguete até a altitude prevista, separou-se do impulsor e completou uma trajetória planejada em velocidade hipersônica. Depois, desceu a baixa altitude, executou mudanças de direção nos eixos vertical e horizontal e atingiu o ponto de destino designado. O governo sul-coreano apresentou o resultado como uma etapa relevante para a criação de uma nova capacidade de dissuasão, embora o sistema ainda permaneça em desenvolvimento.
O experimento foi estruturado para verificar três grupos principais de tecnologias. O primeiro envolve materiais capazes de suportar as temperaturas extremas geradas pelo deslocamento hipersônico e pelo atrito com a atmosfera. O segundo corresponde aos sistemas de guiagem e controle necessários para conduzir o veículo durante o voo. O terceiro está relacionado à execução de manobras irregulares em baixa altitude, característica que pode dificultar a previsão da trajetória. As autoridades não divulgaram dados sobre velocidade máxima, altitude alcançada, distância percorrida ou duração do voo. Também não foi apresentado um cronograma público para o início da operação militar do armamento.
Um HGV se diferencia de um míssil balístico convencional principalmente pelo comportamento depois da fase de impulso. Enquanto o míssil balístico segue, em grande parte, uma trajetória previsível após ser acelerado, o planador hipersônico pode manobrar durante o voo sem propulsão própria, dentro da atmosfera. Em geral, o termo hipersônico é aplicado a velocidades superiores a Mach 5. A combinação entre alta velocidade, voo atmosférico e alterações de trajetória pode tornar mais complexos os esforços de detecção, acompanhamento e interceptação. No teste sul-coreano, a capacidade de realizar mudanças verticais e horizontais em baixa altitude foi apresentada como um dos elementos centrais da demonstração tecnológica.
O presidente Lee declarou que a segurança do país deve ser garantida por sua própria força e pediu a continuidade do trabalho para transformar o sistema em um ativo estratégico. Ele também defendeu o desenvolvimento e a implementação acelerados do programa, com apoio governamental a projetos de armamentos avançados. Além da equipe da ADD, participaram do acompanhamento autoridades de segurança nacional, o ministro da Defesa, Kang Shin-chul, e o chefe da Administração do Programa de Aquisição de Defesa, Lee Yong-chul. Após o lançamento, Lee inspecionou o Hyunmoo-5, míssil balístico superfície-superfície de alta potência projetado para atingir alvos subterrâneos reforçados.
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