Comissários da Loganair votarão possível greve por disputa salarial
Mais de 60 comissários de bordo da Loganair participarão de uma votação formal sobre a realização de uma possível greve, em meio a um impasse nas negociações salariais com a companhia aérea regional escocesa. O escrutínio, organizado pelo sindicato Unite, envolverá tripulantes baseados em sete aeroportos do Reino Unido e das Ilhas: Aberdeen, Dundee, Edimburgo, Glasgow, Inverness, Ilha de Man e Southampton. A votação será aberta em 8 de outubro e encerrada em 27 de outubro, seguindo as regras trabalhistas britânicas aplicáveis a disputas coletivas. A abertura do processo não significa que uma paralisação já tenha sido aprovada ou que ocorrerá automaticamente.
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- Fonte
- FlightGlobal
- Data
- 14 de outubro de 2026 às 20:37 UTC
- Categoria
- Aeroportos e Hubs (HUB)
- Maturidade
- Nota

Mais de 60 comissários de bordo da Loganair participarão de uma votação formal sobre a realização de uma possível greve, em meio a um impasse nas negociações salariais com a companhia aérea regional escocesa. O escrutínio, organizado pelo sindicato Unite, envolverá tripulantes baseados em sete aeroportos do Reino Unido e das Ilhas: Aberdeen, Dundee, Edimburgo, Glasgow, Inverness, Ilha de Man e Southampton. A votação será aberta em 8 de outubro e encerrada em 27 de outubro, seguindo as regras trabalhistas britânicas aplicáveis a disputas coletivas. A abertura do processo não significa que uma paralisação já tenha sido aprovada ou que ocorrerá automaticamente.
Segundo o Unite, os trabalhadores rejeitaram uma proposta apresentada pela Loganair como definitiva antes do início de negociações formais. Para o sindicato, a forma como a oferta foi conduzida indicaria falta de disposição para uma negociação substantiva e teria contribuído para o agravamento do conflito. A entidade afirma que a reivindicação não se limita ao valor dos salários, abrangendo também preocupações com o aumento da carga de trabalho e a segurança no emprego. Essas questões ganham relevância especialmente em Dundee, após o encerramento de rotas que eram operadas sob obrigações de serviço público, conhecidas pela sigla PSO.
A Loganair afirma que apresentou uma proposta salarial melhorada no fim de setembro. De acordo com a empresa, o plano ofereceria maior previsibilidade de remuneração durante um período de dois anos. A companhia também declarou que tomou conhecimento da rejeição da proposta por meio da imprensa, versão que contrasta com a avaliação sindical sobre o estágio e a condução das negociações. A empresa sustenta que não espera efeitos sobre sua malha de voos e diz permanecer comprometida com a busca de um acordo com o Unite enquanto o processo de consulta aos trabalhadores estiver em andamento.
Em manifestações públicas recentes, a direção da companhia afirmou que os comissários recebem um valor considerado compatível com o mercado, estimado em aproximadamente £26 mil por ano. O Unite, por outro lado, argumenta que haveria margem financeira para uma oferta mais favorável e cita um lucro líquido de £31,6 milhões acumulado pela empresa nos quatro anos anteriores. A dirigente industrial Carrie Binnie acusou a Loganair de priorizar resultados financeiros em detrimento da remuneração e das condições de trabalho, afirmando que uma eventual greve seria consequência da postura empresarial. O percentual exato de reajuste discutido não foi informado no material disponível.
A disputa ocorre após um acordo firmado em 2024, que havia assegurado um aumento médio de 23% no salário-base dos comissários, percentual que chegava a 26,7% quando considerados benefícios e adicionais. Esse acordo tinha validade até abril de 2026, contexto que ajuda a explicar a sensibilidade da nova rodada de negociações. A rejeição da proposta mais recente, portanto, ocorre após o encerramento daquele período, mas o material não informa os valores detalhados da oferta atual nem a diferença entre a reivindicação sindical e a posição da empresa.
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