Cadeira de rodas de Abby Lee Miller chega danificada após voo
A cadeira de rodas motorizada da professora e coreógrafa americana Abby Lee Miller foi entregue severamente danificada após um voo da American Airlines entre Mazatlán, no México, e Dallas/Fort Worth, no Texas. Segundo o relato de Miller, o equipamento chegou por volta das 2h da manhã, com peças quebradas e arranhadas, e não apresentava condições de uso. Como consequência imediata, funcionários do aeroporto precisaram transportá-la em uma cadeira manual até a van que a levaria para casa. Miller tornou o caso público ao falar sobre a experiência e divulgar imagens do equipamento nas redes sociais.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 24 de outubro de 2026 às 20:47 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Dallas · 32.7767, -96.7970

A cadeira de rodas motorizada da professora e coreógrafa americana Abby Lee Miller foi entregue severamente danificada após um voo da American Airlines entre Mazatlán, no México, e Dallas/Fort Worth, no Texas. Segundo o relato de Miller, o equipamento chegou por volta das 2h da manhã, com peças quebradas e arranhadas, e não apresentava condições de uso. Como consequência imediata, funcionários do aeroporto precisaram transportá-la em uma cadeira manual até a van que a levaria para casa. Miller tornou o caso público ao falar sobre a experiência e divulgar imagens do equipamento nas redes sociais.
A passageira afirmou que ficou especialmente surpresa com o estado da cadeira, que teria sido devolvida em várias partes. Entre os componentes aparentemente danificados estavam o apoio de braço e o encosto de cabeça, além de outras peças da estrutura. Miller disse que inicialmente pretendia não comentar o episódio, mas decidiu se manifestar depois de afirmar que não recebeu contato nos dias seguintes. Em declarações a veículos de imprensa e ao podcast “Virtual Reali-Tea”, ela classificou a experiência como extremamente negativa e pediu que a companhia aérea melhore o tratamento dado a passageiros que dependem de dispositivos de mobilidade.
O itinerário de Miller não terminou em Dallas. Ela tinha uma conexão no dia seguinte para o Aeroporto Internacional de Buffalo Niagara, em outro voo da mesma companhia. Para prosseguir na viagem, recebeu uma cadeira substituta fornecida pelo Global Repair Group. Ainda assim, o deslocamento enfrentou novos entraves, pois equipes em terra teriam discutido qual era o tipo de bateria utilizado no equipamento e se ele poderia ser transportado na aeronave. O episódio evidencia que o dano físico ao dispositivo também pode gerar dificuldades operacionais adicionais durante etapas posteriores da viagem.
A American Airlines afirmou que compreende a importância dos dispositivos de mobilidade para os passageiros que dependem deles e pediu desculpas a Miller pela experiência. Em resposta divulgada à imprensa, a empresa informou que entrou em contato diretamente com a passageira, disponibilizou uma cadeira de rodas temporária e trabalhava para concluir os reparos o mais rapidamente possível. A companhia não apresentou, no material fornecido, uma explicação detalhada sobre como o dano ocorreu durante o manuseio ou sobre a extensão final dos reparos. As imagens divulgadas por Miller servem como registro visual do estado em que o equipamento foi entregue, mas não estabelecem, por si só, a causa específica do dano.
O caso também ocorre em um contexto mais amplo de problemas envolvendo o atendimento da American Airlines a passageiros com deficiência. Em 2024, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos aplicou à empresa uma penalidade de US$ 50 milhões por violações consideradas graves e sistêmicas das leis de proteção a pessoas com deficiência entre 2019 e 2023. A apuração citada apontou assistência física insegura ou sem dignidade, técnicas inadequadas de levantamento ou transferência, demora no apoio dentro dos terminais e danos, atrasos ou destruição de milhares de cadeiras de rodas e scooters. Metade da penalidade, US$ 25 milhões, foi destinada ao Tesouro americano ao longo de três anos; o restante deveria financiar melhorias de infraestrutura, sistemas de rastreamento e identificação de cadeiras e compensações a passageiros afetados. Miller já havia criticado publicamente a companhia em 2019, após relatar falta de assistência ao cair da cadeira de rodas depois de um voo para Pittsburgh.
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