Azul amplia programa APU Zero para o aeroporto de Maceió
A Azul Linhas Aéreas incluiu o Aeroporto Internacional de Maceió, em Alagoas, no programa APU Zero, iniciativa voltada à eficiência de combustível durante a permanência das aeronaves em solo. A operação local começará com uma unidade de equipamento de apoio, prevista para funcionar aproximadamente cinco horas por dia. Segundo a companhia, a estrutura permitirá reduzir de 80% para 46% a participação da unidade auxiliar de potência, conhecida pela sigla APU, no período em que os aviões permanecem estacionados. A empresa também avalia instalar uma segunda unidade, cenário que poderia diminuir esse uso para cerca de 15% do tempo em solo.
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- Fonte
- AERO Magazine
- Data
- 23 de outubro de 2026 às 20:42 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Aeroporto de Maceió · -9.5108, -35.7917

A Azul Linhas Aéreas incluiu o Aeroporto Internacional de Maceió, em Alagoas, no programa APU Zero, iniciativa voltada à eficiência de combustível durante a permanência das aeronaves em solo. A operação local começará com uma unidade de equipamento de apoio, prevista para funcionar aproximadamente cinco horas por dia. Segundo a companhia, a estrutura permitirá reduzir de 80% para 46% a participação da unidade auxiliar de potência, conhecida pela sigla APU, no período em que os aviões permanecem estacionados. A empresa também avalia instalar uma segunda unidade, cenário que poderia diminuir esse uso para cerca de 15% do tempo em solo.
A APU é um sistema auxiliar instalado nas aeronaves para fornecer energia elétrica e climatização quando os motores principais estão desligados. Embora seja utilizada em diferentes momentos das operações em solo, seu funcionamento envolve consumo de combustível. O programa APU Zero busca substituir parte dessas funções por equipamentos externos instalados no aeroporto, fornecendo energia e condições de climatização aos aviões enquanto eles permanecem no pátio ou em posições de estacionamento.
Em Maceió, a primeira etapa prevê a utilização de uma unidade de apoio durante cerca de cinco horas diárias. A expectativa divulgada é que esse recurso reduza de forma relevante a dependência da APU nas operações locais, levando sua participação estimada de 80% para 46% do tempo de permanência das aeronaves em solo. A eventual instalação de uma segunda unidade ampliaria a cobertura do sistema e poderia reduzir a utilização da APU para aproximadamente 15%, conforme as projeções apresentadas pela companhia.
A iniciativa faz parte do programa de eficiência de combustível da Azul e está relacionada ao consumo registrado entre pousos, decolagens e demais etapas de solo. A companhia informa que, desde o início da implantação do APU Zero, as ações acumuladas resultaram na economia de 122 milhões de quilos de combustível. O dado representa o resultado agregado do programa, e não uma estimativa exclusiva para a operação no aeroporto de Maceió. A nova base passa a integrar uma rede de unidades que adotam equipamentos externos para reduzir o funcionamento da APU.
Além da economia de combustível, a Azul calcula que o programa tenha evitado a emissão de aproximadamente 322 mil toneladas de dióxido de carbono. Para dimensionar o volume economizado, a empresa o compara ao consumo correspondente a 63 mil operações de ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A comparação é apresentada como referência do resultado acumulado do APU Zero. Não foram informados números específicos de economia ou de redução de emissões exclusivamente associados à implantação em Maceió.
Com a inclusão do aeroporto alagoano, o APU Zero passa a estar disponível em 24 bases da Azul no Brasil. A expansão para Maceió acompanha outras ampliações do programa e mantém o foco na redução do uso da unidade auxiliar durante a permanência dos aviões em solo. O modelo depende da disponibilidade de equipamentos de apoio nas bases e, no caso de Maceió, a companhia informou inicialmente uma unidade, deixando em avaliação a possibilidade de acrescentar outra. Assim, os percentuais projetados para a operação local poderão variar conforme a estrutura efetivamente instalada e utilizada.
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