Alaska avalia sucessores para os Airbus A330 da Hawaiian
A integração entre Alaska Airlines e Hawaiian Airlines reorganizou as frotas das duas companhias e transferiu os Boeing 787-9 originalmente destinados à Hawaiian para a operação internacional da Alaska. Com os Dreamliners assumindo rotas transpacíficas e transatlânticas a partir de Seattle, os Airbus A330-200 permanecem associados principalmente à rede de Honolulu. Para a próxima renovação de sua frota de fuselagem larga, prevista para ser definida no fim da década de 2020 e implementada na década seguinte, a Hawaiian teria duas alternativas principais: o Airbus A330neo ou o Boeing 787. A escolha envolverá um equilíbrio entre continuidade operacional, custos de treinamento, disponibilidade de aeronaves e a estratégia da Alaska de concentrar sua frota em modelos Boeing.
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- Fonte
- Simple Flying
- Data
- 24 de outubro de 2026 às 20:46 UTC
- Categoria
- Companhias Aereas (CIA)
- Maturidade
- Materia
- Geolocalização editorial
- Honolulu · 21.3069, -157.8583

A integração entre Alaska Airlines e Hawaiian Airlines reorganizou as frotas das duas companhias e transferiu os Boeing 787-9 originalmente destinados à Hawaiian para a operação internacional da Alaska. Com os Dreamliners assumindo rotas transpacíficas e transatlânticas a partir de Seattle, os Airbus A330-200 permanecem associados principalmente à rede de Honolulu. Para a próxima renovação de sua frota de fuselagem larga, prevista para ser definida no fim da década de 2020 e implementada na década seguinte, a Hawaiian teria duas alternativas principais: o Airbus A330neo ou o Boeing 787. A escolha envolverá um equilíbrio entre continuidade operacional, custos de treinamento, disponibilidade de aeronaves e a estratégia da Alaska de concentrar sua frota em modelos Boeing.
A possibilidade de uma operação exclusivamente com aeronaves de corredor único é considerada pouco provável no material analisado. O aeroporto internacional Daniel K. Inouye, em Honolulu, funciona como o principal centro da Hawaiian e depende de aeronaves capazes de transportar volumes elevados de passageiros e carga. Modelos como o Boeing 737 MAX e o Airbus A321neo oferecem menor capacidade do que os jatos de fuselagem larga atualmente empregados pela companhia. Além disso, a Hawaiian prevê iniciar, em 2028, uma reforma de cabine de US$ 600 milhões nos A330, investimento que sugere a manutenção desses aviões por pelo menos mais uma década. A empresa também planeja adquirir três aeronaves A330 atualmente arrendadas, embora quatro A330-200 arrendados estejam programados para deixar a frota no mesmo período em que começariam as reformas.
A origem do impasse remonta a março de 2018, quando a Hawaiian cancelou um compromisso com o A330neo e optou por encomendar o 787-9. O pedido chegou a 12 aeronaves, inicialmente destinadas a complementar os A330ceo baseados em Honolulu. A fusão alterou esse plano e colocou os novos jatos sob o controle da Alaska, que pretende utilizá-los para ampliar sua presença internacional a partir de Seattle. O primeiro 787-9 com a marca Alaska substituiu um A330-200 da Hawaiian na rota Seattle–Tóquio Narita em 7 de janeiro, depois de a companhia ter iniciado sua operação intercontinental com um A330 herdado da Hawaiian. Essa aeronave serviu como solução de transição até a chegada dos Dreamliners.
A mudança também altera o perfil das cabines e dos mercados atendidos. O A330 da Hawaiian mencionado no material tinha 278 assentos, incluindo 18 na classe executiva, enquanto o 787-9 previsto para a rota de Seattle conta com 300 lugares e 34 suítes fechadas. A estratégia indica que a Alaska pretende direcionar seus aviões mais novos para mercados com maior demanda corporativa, especialmente no Noroeste do Pacífico. Depois de iniciar voos para Tóquio e Seul, a empresa avançou para Londres e acrescentou operações sazonais para Roma e Reykjavik, com a meta de chegar a 12 destinos globais até o fim da década. Nesse processo, os A330 cedidos pela Hawaiian funcionam como uma ponte operacional, enquanto os 787 assumem progressivamente essas rotas e liberam os Airbus para a rede havaiana.
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